O ministro de Relações Exteriores do Equador, Guillaume Long, voltou a dizer nesta terça-feira (19) que, apesar do terremoto do último fim de semana, a Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) acontece, como estava previsto, está mantida.Guillaume Long com sua colega da Colômbia, Maria Angela Holguin, durante reunião em março (Foto: Guillermo Granja/Reuters)
“Vamos ter a cúpula de Unasul no sábado. Não vamos cancelar”, disse Long à rede “Gama TV”, ao abordar as gestões internacionais para apoiar os afetados do terremoto de magnitude 7,8 que sacudiu Equador no sábado passado.

Segundo ele, é importante que o encontro seja bem-sucedido, também dadas as circunstâncias do Equador.
“Eu acredito que os chefes de Estado vão se solidarizar”, acrescentou.

Na agenda da Unasul constava uma reunião para o sábado na sua sede em Quito, quando a Venezuela receberia do Uruguai a presidência temporária do grupo e quando tratariam temas relacionados à saúde, o fomento à cidadania universal e a situação econômica da região, entre outros assuntos.
A Cúpula da Unasul será realizada em um momento de grande dificuldade para o Equador devido ao terremoto que deixou, até o momento, 413 mortos, mais de 2 mil feridos, dezenas de pessoas desaparecidas e centenas de afetados.

A Unasul é integrada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
De acordo com Long, navios colombianos saíram hoje de Tumaco com água e mantimentos para ajudar os afetados do terremoto.

A previsão é de que as entregas cheguem ao país em, no máximo, quatro dias.
Ele agradeceu a ajuda da comunidade internacional e comentou que 654 especialistas estrangeiros trabalhando na zona do desastre.

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Fonte: G1