Dezenas de habitantes da cidade síria de Aleppo, no norte da Síria, fugiam neste sábado (30) por temer novos ataques do regime. Na última manhã, foram ao menos 30 bombardeios em áreas da cidade controladas por rebeldes.
A Rússia, que apoia o governo local, descartou pressionar Damasco a deter os bombardeios em áreas tomadas.

Nos últimos dias, ao menos 250 civic morreram em ataques.
Nos setores rebeldes de Aleppo, um correspondente da AFP presenciou a fuga de dezenas de famílias do bairro de Bustan al Qasr, alvo de bombardeios há dias.

“A situação se tornou insuportável”, declarou Abu Mohamad, que deixou sua casa com a mulher e seus cinco filhos.
Algumas famílias decidiram se refugiarem zonas da cidade mais seguras e outras abandonaram a região pela estrada de Castello, a única saída para os habitantes dos bairros rebeldes sitiados há meses, apesar dos perigos que representa, já que é atacada com frequência.

O exército sírio lançou 28 bombardeios em Aleppo desde 22 de abril, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Desde esta data, um total de 246 pessoas morreram por causa dos confrontos.

A defesa civil anunciou neste sábado que ao menos seis pessoas perderam a vida no setor rebelde. Vários comboios humanitários conseguiram entrar em quatro localidades sitiadas pelo regime e pelos rebeldes, mas a situação continua crítica.

Aleppo viveu na quinta-feira (28) seu dia mais violento desde a retomada dos bombardeios, com mais de 50 mortos, incluindo crianças e médicos.
Apesar da comoção mundial, a Rússia afirmou que não pedirá a Damasco que deixe de bombardear Aleppo, conforme declarou o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Guennadi Gatilov, citado pela agência de notícias russa Interfax.

“Não,não pressionaremos (o regime de Damasco) porque é preciso entender que se trata de uma luta contra a ameaça terrorista”, afirmou.Menino sírio chora em desespero diante do caixão de um familiar e é amparado durante funeral de uma vítima de bombardeio no bairro de al-Soukour, controlado por rebeldes contrários ao governo de Bashar al-Assad, em Aleppo (Foto: Karam al-Masri/AFP)
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Fonte: G1