Mulher observa destroços da cidade de Portoviejo após terremoto que deixou 570 mortos (Foto: Rodrigo Abd/Reuters)
O cemitério municipal de Portoviejo busca todos os dias mais espaço para enterrar seus mortos após o terremoto que sacudiu o Equador e que também atingiu os caixões que lá estavam e que coveiros agora não sabem onde colocar.
Situado na frente de um abrigo no qual os sobreviventes tentam refazer suas vidas, o cemitério aumentou a vigilância não por motivos de segurança, mas para receber os caixões que chegam diariamente com vítimas dessa cidade e da vizinha de Manta.
Especialmente afetadas pelo tremor de magnitude 7,8, ambas enviam suas vítimas a este cemitério, onde, como consequência do abalo, parte do solo levantou, rachou as paredes e vários túmulos ficaram abertos, com os caixões expostos.

Os trabalhadores têm agora a dupla missão de realocá-los e encontrar espaços para os caixões que chegam.
Essa é a situação de Azcario Ubillús García, que desde o início do dia observa a preparação dos túmulos nos quais espera sepultar seis membros de sua família.

Ele aguarda a chegada de três corpos, localizados por equipes técnicas entre os escombros, já que os outros três ainda não foram resgatados.
Enquanto isso, proprietários de jazigos vão ao cemitério para ceder espaços, um gesto de inestimável valor.

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Fonte: G1