O juiz federal dos Estados Unidos Thomas Griesa suspendeu nessa sexta-feira (22) suas medidas contra a Argentina, tirando o país da moratória, depois de o país ter pago seus credores por títulos públicos vencidos desde o calote do final de 2001.
“Tendo revisado de maneira cuidadosa as apresentações da República, o tribunal encontra agora que as condições precedentes foram cumpridas. Desse modo, as medidas cautelares ficam anuladas em todos os casos”, afirmou Griesa em um texto divulgado pouco depois de ter recebido as provas de que a Argentina recebeu esses pagamentos.

A Argentina notificou nesta sexta-feira o juiz federal americano Thomas Griesa sobre o pagamento aos fundos “abutres” e outros demandantes da dívida em default desde 2001. O governo argentino pediu ao juiz a suspensão definitiva das medidas que impedem que o país tenha acesso mercados financeiros.

Em uma carta enviada por seu advogado Michael Paskin, o governo do presidente Mauricio Macri informou que “a República realizou o pagamento completo conforme os termos específicos de cada acordo” com os demandantes com os quais se comprometeu até 29 de fevereiro.
Depois de cumprir com este requisito final, a Argentina pediu ao juiz Griesa que assinasse uma ordem para confirmar a “suspensão das cautelares em todas as causas” contra e deixe definitivamente o default de 2001, ficando livre para voltar aos mercados financeiros sem qualquer restrição.

Volta aos mercados internacionaisA Argentina pagou aos fundos “abutres” NML Capital e Aurelius e outros demandantes com dinheiro proveniente de uma emissão de US$ 16,5 bilhões utorizada por Griesa e realizada na semana passada.
Em sua ordem de 2 de março, o juiz de Nova York tinha exigido como primeira condição que a Argentina revogasse as leis que impediam um acordo com os fundos que não aderiram às reestruturações, aceitas por 93% dos credores, o que o Congresso do país cumpriu em 31 de março.

A segunda condição era o pagamento a todos os credores judiciais com os quais se chegou a um pré-acordo em 29 de fevereiro.
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Fonte: G1