Chavistas e opositores brigaram nesta quinta-feira (7) em frente ao Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas, por convocatória de referendo para encurtar mandato de Nicolás Maduro (Foto: REUTERS/Marco Bello)
Partidários da oposição e do chavismo se enfrentaram nesta quinta-feira (7) na capital venezuelana quando os primeiros se dirigiam à sede do organismo eleitoral para pedir a ativação de um referendo revocatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.
A oposição impulsiona esta consulta e uma emenda constitucional que encurte o mandato de Maduro (2013-2019), além de mobilizações populares. O referendo revocatório pode ser ativado na metade do período de governo de Maduro, completada neste mês.

Para ser convocado são necessárias as assinaturas de 20% dos eleitores, quase quatro milhões de pessoas.
A briga – que incluiu socos e pedradas – ocorreu nas imediações do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no centro de Caracas, onde 150 opositores, entre eles trinta deputados, chegaram exigindo planilhas para a coleta de assinaturas.

Em meio à troca de insultos, os governistas (meia centena instalados diante da entrada principal do CNE) lançaram pedras contra os opositores, desencadeando um confronto, sobre o qual as autoridades ainda não divulgaram um balanço.
No entanto, o deputado opositor Tomás Guanipa informou sobre vários feridos, incluindo um legislador.

Guarda Nacional da Venezuela foi ao Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas, para conter briga entre chavistas e opositores (Foto: REUTERS/Marco Bello)
Os simpatizantes da oposição também responderam com pedradas e enfrentaram os governistas com socos, levando à mobilização pela Guarda Nacional de um cordão que os separou momentaneamente, antes de os chavistas o romperem, obrigando seus adversários a se dispersar.
Perto do CNE se localiza a sede do Parlamento – controlado pela oposição -, cujos arredores foram militarizados para evitar que a revolta se estendesse a este setor.

“Apesar da emboscada madurista, expedimos o documento que exige que o CNE entregue os formatos para iniciar a coleta de assinaturas” destinadas a reativar o referendo, escreveu no Twitter o secretário-executivo da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD).
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Fonte: G1