Bombeiros trabalham na busca e salvamento de vítimas após um deslizamento de terra na Guatemala (Foto: Johan Ordonez / AFP Photo)
Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas nesta quarta-feira (27) por um deslizamento de terra em um aterro sanitário na capital da Guatemala, confirmou a Coordenação Nacional para a Redução de Desastres (Conred).
O deslizamento ocorreu às 13h50 locais (16h50 em Brasília) por causa das chuvas das últimas horas e pelo menos 24 pessoas foram soterradas. Quatro delas, entre elas uma mulher de 62 anos, não resistiram e morreram.

Outras 15 pessoas foram resgatadas com vida, das quais oito foram atendidas no próprio local do acidente e outras sete levadas a hospitais próximos.
As equipes de resgate, que contam com o apoio de cerca de 300 agentes da Polícia Nacional Civil (PNC), procuravam por cinco desaparecidos.

Porém, devido à falta de luz no local, decidiram suspender os trabalhos até esta quinta (28).
Neste setor do aterro sanitário onde aconteceu o deslizamento, conhecido como pátio número 7, trabalham pelo menos oito unidades dos Bombeiros Voluntários, além de membros da Cruz Vermelha.

A área é considerada como “muito problemática” e com grandes riscos de deslizamentos por estar construída sobre uma superfície pantanosa, que se torna ainda mais perigosa com as chuvas, explicou o porta-voz dos Bombeiros Voluntários, Julio Sánchez.
O incidente ocorreu depois de a Prefeitura da Cidade da Guatemala ter emitido um alerta para que as pessoas deixassem a região após um primeiro deslizamento, cerca de cinco minutos antes.

“Alguns não responderam ao alerta e permaneceram ali”, disseram as autoridades.
Devido à fragilidade na área, não está descartada a possibilidade de “mais movimento de material” por algumas fendas que já foram observadas no aterro sanitário.

Por isso, a prefeitura instalou um cordão de segurança para evitar mais acidentes.
Segundo dados da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), na área metropolitana da cidade há 232 assentamentos considerados “de risco”, por estarem localizados em encostas ou barrancos, e calcula-se que nela vivam 300 mil pessoas.

Um grande deslizamento ocorrido em outubro do ano passado em El Cambray II, a cerca de 20 km da capital da Guatemala, deixou 280 mortos e 70 desaparecidos.
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Fonte: G1