A subsecretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, se reúne com Lilian Tintori, esposa do líder opositor venezuelano Leopoldo López em Washington (Foto: Reprodução/ Twitter/ Roberta Jacobson)
A subsecretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, pediu nesta quarta-feira (6) a libertação dos “prisioneiros políticos” na Venezuela, após um encontro com familiares de alguns líderes opositores presos.
“A libertação dos presos políticos na #Venezuela deveria ter ocorrido há tempos”, tuítou Jacobson, que se reuniu em Washington com Lilian Tintori, esposa do líder opositor Leopoldo Lopez, atualmente encarcerado.
“Juntamente com as famílias, peço pela sua libertação”, acrescentou.

Jacobson saudou em outro tuíte a “valente” Tintori por continuar seu ativismo “apesar do grande risco pessoal”.
Este chamado da diplomata americana soma-se ao do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que na terça-feira pediu ao presidente venezuelano Nicolás Maduro que assinasse a lei de anistia aprovada pelo Parlamento.

Lei de anistiaA lei, aprovada na terça-feira pela maioria opositora na Assembleia Nacional, tenta tirar da prisão 76 pessoas, incluindo Lopez, e centenas de “perseguidos e exilados” por sua oposição ao chavismo, de acordo com os parlamentares.
Mas Maduro, herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, declarou que não vai ceder, alegando que a lei viola a Constituição e convenções internacionais sobre direitos humanos.

O presidente tem como prazo legal até sexta-feira para decidir sobre a iniciativa.O ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino, manifestou nesta quarta sua rejeição à lei, que, segundo ele, atenta contra os direitos humanos e a paz do país.

“Consideramos isso um projeto de lei que atenta contra a paz da República e que atenta contra a democracia”, afirmou Padrino, em um fórum do alto comando militar convocado para analisar a anistia.
De acordo com o ministro, essa lei “corresponde a uma violação da Constituição”, porque “atenta contra o Estado de Direito” e “questiona a legalidade” as sentenças emitidas pelos tribunais de Justiça.

Os laços entre Washington e Caracas, sem embaixadores desde 2010, têm sido tensas nas últimas semanas.
Em entrevista à CNN, em março, o presidente americano, Barack Obama, declarou ser a favor de que os venezuelanos escolham, o “quanto antes”, um governo “legítimo” para implementar melhores políticas econômicas.

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Fonte: G1