Um guarda naval dos EUA patrulha a área de recreação do Campo Delta, em Guantánamo, durante orações matinais dos presos em 7 de julho de 2010 (Foto: Reuters/U.S. Air Force Tech.

Sgt. Michael R.

Holzworth/US Army/Handout via Reuters)
Os Estados Unidos transferiram no sábado (16) nove homens iemenitas da prisão militar em Guantánamo para a Arábia Saudita, incluindo um detento que estava em greve de fome desde 2007, sob os termos de um acordo diplomático há muito perseguido entre Washington e Riad, disseram autoridades dos EUA.
A transferência, que aconteceu dias antes da visita do presidente Barack Obama à Arábia Saudita para uma cúpula de aliados do Golfo Árabe, marcou o mais recente passo em seus esforços finais para fechar o controverso centro de detenção na base naval dos EUA em Cuba antes de deixar o governo em janeiro de 2017.

Os sauditas aceitaram, após longas negociações que em um momento envolveram Obama e o rei saudita Salman, receber os nove iemenitas para reintegração e colocá-los em um programa estatal de reabilitação que busca reincorporar militantes na sociedade, disseram as autoridades.
O grupo anunciado pelo Pentágono foi o maior desde que Obama deu início a seu plano em fevereiro para fechar a instalação.

Mas ele enfrenta oposição de muitos parlamentares republicanos, assim como de alguns democratas.
Há agora 80 prisioneiros em Guantánamo, a maioria detidos sem acusação ou julgamento por mais de uma década, atraindo condenação internacional.

A mais proeminente das transferências foi Tariq Ba Odah, um iemenita de 37 anos que o exército vinha alimentando a força diariamente desde que entrou em greve de fome em 2007. Sua equipe legal disse que ele pesava pouco menos de 35 quilos, perdendo cerca de metade de seu peso.

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Fonte: G1