Site da emissora que está prestes a fechar tem foto da equipe e relembra os melhores trabalhos dos profissionais, lembrando que eles agora estão à procura e recolocação’ (Foto: Al Jazeera America)
Lançado com grande pompa em 2013, o canal Al Jazeera America, filial americana da emissora de notícias com sede no Catar, vive nesta terça-feira (12) seu último dia de transmissão por não conseguir encontrar um nicho.
A qualidade da cobertura da rede foi reconhecida de forma unânime e o canal ganhou vários prêmios de jornalismo, mas não consolidou uma audiência, razão pela qual nunca pôde alcançar seus objetivos em termos de receitas publicitárias.
O fechamento do canal foi anunciado em janeiro.

Para encher suas últimas horas na noite desta terça-feira, a Al Jazeera America pretende apresentar um especial de três horas que mostrará sua cobertura dos grandes eventos desde que foi lançada.
“Tivemos o privilégio de cobrir histórias de pessoas que encarnam a força e a resiliência do espírito humano, que lutaram pelo bem, que combateram a adversidade e cujas histórias e cuja voz mereciam ser contadas”, disse o grupo em um comunicado.

“Há muitas pessoas nos Estados Unidos cujas histórias não são contadas, mas que merecem ser ouvidas”.
A Al Jazeera nunca forneceu números de audiência, mas alguns especialistas falam de cerca de 30.

000 espectadores no nicho crucial para o “prime time”, às 21h00 locais.
A Al Jazeera America se desmantela menos de três anos depois de seu lançamento, marcado pela ambição dos diretores do grupo, que pertencem à família real do Catar.

A rede desembolsou US$ 500 milhões de dólares para comprar, no fim de 2012, o pequeno canal a cabo Current TV, que usou para seu projeto. No total, 850 pessoas foram contratadas para trabalhar em 12 escritórios nos Estados Unidos (de um total de 70 no mundo).

A Al Jazeera America prometia equilibrar o conteúdo dos canais de notícias Fox News, que lidera a audiência, a CNN e a MSNBC.
Além da pequena audiência que conseguiu neste tempo, o canal também precisou enfrentar várias demandas relacionadas a um suposto ambiente de trabalho hostil.

Para seguir presente no mercado americano, a Al Jazeera anunciou que, paralelamente ao fechamento de seu canal nos Estados Unidos, o grupo prevê reforçar sua presença online e nos dispositivos móveis.
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Fonte: G1