Integrantes do Exército de Libertação do Povo do Sudão chegaram ao aeroporto de Juba, na segunda-feira (28) (Foto: Albert Gonzalez Farran / AFP)
A fome alcança níveis alarmantes no Sudão do Sul, no leste da África, onde os preços dos alimentos são exorbitantes depois de dois anos de guerra civil, denunciou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Há informações alarmantes sobre a fome, a desnutrição aguda e os níveis catastróficos de insegurança alimentar nas zonas mais afetadas pela atual violência”, indica em um comunicado a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A agência também alerta que os prognósticos para o resto do ano são sombrios, com um rápido esgotamento dos produtos alimentícios.

Apesar da assinatura de um acordo de paz em agosto de 2015, os combates prosseguem em muitos lugares do Sudão do Sul.
O Sudão do Sul proclamou sua independência em julho de 2011, antes de mergulhar novamente dois anos e meio mais tarde uma guerra motivada por um conflito político-étnico, nutrido pelas rivalidades entre o chefe de Estado Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar.

O conflito já deixou milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados.Direitos humanosNo início do mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a situação dos Direitos Humanos no país do leste da África é “uma das mais espantosas” do mundo.

“Trata-se de uma das situações mais espantosas no mundo para os direitos humanos, com um uso maciço dos estupros como instrumento do terror e arma de guerra”, afirmou Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
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Fonte: G1