Migrantes são escoltado por policiais ao desembarcar na cidade turca de Dikili nesta sexta-feira (8). Eles estão no segundo grupo que deixou a ilha de Lesbos como parte do acordo de imigração entre Turquia e União Europeia (Foto: Tuncay Dersinlioglu/ Turquia)
A Grécia expulsou nesta sexta-feira (8) para a Turquia um segundo grupo de migrantes, como parte de um acordo da União Europeia (UE) com Ancara. Os 45 migrantes, que segundo uma fonte policial eram todos cidadãos paquistaneses, partiram da ilha de Lesbos a bordo de uma balsa turca, segundo a France Presse.

Três ativistas foram detidos quando seguraram a âncora da balsa, para tentar impedir a saída do porto de Mitilene.
Outras 30 pessoas se reuniram no porto de Lesbos e gritaram frases como “Vergonha para a UE” e “Liberdade para os refugiados”.

Nas próximas horas, outro grupo de 80 migrantes deve ser expulso de Lesbos.
De acordo com o governo grego, a operação envolve aqueles que não solicitaram asilo na Grécia.

“Qualquer pessoa que pede asilo sai da lista”, afirmou uma fonte do Executivo à AFP.
Segundo os termos do acordo entre a UE e Ancara concluído no mês passado em Bruxelas, todos os imigrantes que chegaram de maneira irregular às ilhas gregas a partir da Turquia a partir de 20 de março correm o risco de expulsão.

O acordo também afirma que para cada refugiado sírio devolvido, a UE receberá outro sírio que está na Turquia, até atingir o limite de 72.000.

Em troca, a Turquia receberá uma ajuda de seis bilhões de euros e no mês de junho será suspensa a exigência de visto aos cidadãos turcos em viagens para a UE.
Na segunda-feira, o primeiro grupo de 202 migrantes foi expulso para a Turquia a partir das ilhas de Lesbos e Chios.

Diante da situação, muitos dos 3.000 migrantes bloqueados em Lesbos correram para apresentar pedidos de asilo, o que obrigou as autoridades gregas a adiar as expulsões para ter tempo de analisar as demandas individualmente.

Acordo controversoFeito para conter a crise migratória na Europa, o acordo prevê que imigrantes que cheguem ilegalmente ao continente sejam enviados à Turquia caso não peçam asilo ou tenham seu pedido de asilo negado.
Prevê também que a União Europeia receba um sírio vivendo na Turquia para cada imigrante vivendo irregularmente na Europa deportado, uma ajuda de 6 bilhões de euros ao país (mais de R$ 24 bilhões) e maior velocidade na emissão de vistos a turcos e na análise da entrada da Turquia no bloco europeu, segundo a GloboNews.

.

Fonte: G1