Imagem de vídeo cedido pela Guarda Costeira da Itália mostra guardas socorrendo migrantes que foram resgatados em Lampedusa, no sábado (30) (Foto: HO/AFP Guardia Costiera/AFP)
Estimadas 113 pessoas morreram em quatro naufrágios entre a Itália e a Líbia no fim de semana, e essa rota está se tornando a favorita para os imigrantes que vão à Europa, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta terça-feira (3).
Levando em conta o fechamento das rotas terrestres nos Bálcãs e um acordo recente da União Europeia com Ancara, mediante o qual a Turquia tem acolhido de volta imigrantes rejeitados pela Grécia que partiram de seu território, autoridades italianas disseram acreditar que mais pessoas tentarão fazer a travessia marítima, mais longa e perigosa, a partir do solo líbio.
Em um de quatro incidentes, um navio mercante italiano resgatou 26 pessoas na costa da Líbia em mares bravos, e há o temor de que outras estejam desaparecidas, informou a Guarda Costeira da Itália no sábado.

A OIM, citando testemunhos de sobreviventes, disse que 84 pessoas parecem ter desaparecido, e pelo menos 29 se afogaram em duas outras tentativas de travessia em botes de borracha no Canal da Sicília. A entidade ainda investiga um quarto incidente.

“Só de sexta-feira para cá, soubemos de quatro naufrágios e 113 pessoas mortas na costa da Líbia”, afirmou o porta-voz da OIM, Joel Millman.
No total, 1.

357 imigrantes e refugiados morreram no mar nos quatro primeiros meses do ano, a maioria ao longo da rota central do Mar Mediterrâneo, disse a agência.
Desde janeiro, 28.

593 imigrantes e refugiados chegaram pelo mar à Itália, e 154.862 aportaram na Grécia, informou a OIM.

Foto de 16 de março mostra migrantes em um barco inflável durante operação de resgate na costa da Sicília (Foto: HO/AFP Guardia Costiera/AFP)
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Fonte: G1