Manifestantes de extrema-direita protestam contra refugiados, o Islã e Angela Merkel em Berlim, no sábado (7). O cartaz diz ‘Volksschaedling’ (inimiga do povo), um termo usado na antiga propaganda nazista (Foto: Reuters/Hannibal Hanschke)
Quase 2 mil manifestantes de extrema-direita marcharam em Berlim neste sábado (7) para exigir a renúncia da chanceler Angela Merkel, por permitir que mais de um milhão de imigrantes do Oriente Médio entrassem na Alemanha desde o ano passado. 
Sob o bordão “Merkel deve ir”, manifestantes juntaram-se do lado de fora da estação central de trem de Berlim com bandeiras da Alemanha e segurando pôsteres com dizeres como “Islâmicos não são bem-vindos” e “Wir sind das Volk” (“Nós somos o povo“) – um slogan cunhado pelos manifestantes que encerraram o período comunista na Alemanha Oriental e adotado no ano passado pelo movimento anti-islâmico Pegida.

Os protestos atraíram cerca de 1.800 participantes, informou a polícia, menos da metade do que os organizadores esperavam.

Eles foram superados em número pelos cerca de 7.500 militantes de esquerda que se opõe a essa demonstração e que também marcharam pela capital.

 Pessoas protestam contra uma manifestação de extrema-direita em Berlim, no sábado (7) (Foto: Reuters/Hannibal Hanschke)
Um porta-voz da polícia disse que houve tumulto quando vários manifestantes de esquerda tentaram pular as barreiras que separavam os dois grupos, e jogaram garrafas contra a polícia.
Policiais utilizaram gás lacrimogêneo e fizeram diversas prisões, disse o porta-voz, acrescentando que a situação havia sido rapidamente controlada.

 
Embora muitos alemães dêem boas-vindas a novos imigrantes, outros dizem não poder suportar uma integração com eles, e que existe o risco de perda de identidade alemã.
.

Fonte: G1