Vista geral do elevado que desabou parcialmente em Calcutá, na Índia. Nesta sexta-feira, quase 300 pessoas estavam em busca de sobreviventes (Foto: Rupak De Chowdhuri/Reuters)
O desabamento parcial de um elevado na quinta-feira (31) em Calcutá, leste da Índia, deixou 25 mortos, segundo um balanço divulgado nesta sexta-feira (1º). As autoridades têm poucas esperanças de encontrar sobreviventes após uma noite de buscas entre os escombros.

A queda estrutura foi ao meio-dia de quinta-feira, em um bairro muito populoso da cidade, também deixou mais de 100 feridos.VEJA FOTOS DO DESASTRE”As operações de resgate não devem parar até a retirada de todos os blocos de cimento e das vigas metálicas”, declarou o comandante de polícia Akhilesh Chaturvedi, que anunciou o novo balanço.

“Quase 300 pessoas, incluindo militares e funcionários da unidade de gestão de catástrofes, trabalham de maneira permanente para retirar os escombros”, disse.
A Força Nacional de Intervenção para as Catástrofes (NDRF) advertiu que tem poucas esperanças de encontrar sobreviventes nos escombros do viaduto, que estava em construção desde 2009.

Na quinta-feira, além da polícia e dos serviços de emergências, as pessoas que passavam pela área tentavam levantar os blocos de cimento e de metal para resgatar os sobreviventes, segundo a France Presse. O exército também mobilizou equipes para ajudar nos resgates.

Polícia prende donos de construtoraA polícia de Calcutá prendeu nesta sexta-feira vários diretores da empresa encarregada da construção do viaduto. “Prendemos alguns responsáveis da construtora e estamos entrando com ações contra eles”, afirmou o inspetor da polícia de Calcutá, Rajeev Kumar, durante uma visita ao local do acidente, segundo a agência EFE.

Os investigadores da delegacia de Posta, responsável pela região onde ocorreu o desabamento, apresentaram uma denúncia por “homicídio e tentativa de homicídio” contra a empresa. Além disso, eles acusam a companhia de “crime resultante em danos”, disse à Agência Efe o chefe do quartel-general da Polícia de Calcutá, Nurul Absar.

Um porta-voz do quartel-general disse à Efe que há em “pleno desenvolvimento” uma investigação para esclarecer os detalhes do ocorrido e confirmou o registro da denúncia.
De acordo com o porta-voz, todos os escritórios da construtora estão sendo vasculhados.

Ele se disse convencido de que os resultados das investigações serão conhecidos “muito em breve”.
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Fonte: G1