O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou nesta sexta-feira (1º) sobre a ameaça persistente de terroristas obterem materiais nucleares, apesar do progresso na redução de tais riscos, e pediu a líderes de todo o mundo que façam mais para salvaguardar as instalações nucleares. Assista acima.
“Não há dúvida de que, se estes loucos colocassem as mãos em uma bomba nuclear ou em material nuclear, eles certamente o usariam para matar tantas pessoas quanto possível”, disse ele na Cúpula de Segurança Nuclear em Washington.

Obama mencionou os temores de que grupos como a Al Qaeda e o Estado Islâmico tentem conseguir materiais nucleares, dizendo que não é hora de a comunidade internacional ser complacente.
O líder norte-americano está recebendo mais de 50 líderes globais em sua quarta e última cúpula, cujo foco está nos esforços para impedir o acesso a materiais nucleares vulneráveis e evitar o terrorismo nuclear.

A postura desafiadora da Coreia do Norte, que declarou nesta sexta-feira que continuará com seus programas nuclear e de mísseis, também teve destaque na pauta.
Obama tem menos de 10 meses restantes no cargo para levar a cabo uma de suas principais iniciativas de política externa.

Embora tenha havido avanços, muitos defensores do controle de armas dizem que o processo diplomático – que Obama concebeu e advogou – perdeu ímpeto, e pode desacelerar ainda mais depois que ele deixar a Casa Branca em janeiro de 2017.Barack Obama fala durante cúpula de segurança nuclear nesta sexta-feira (1º) em Washington (Foto: ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
Um boicote do presidente russo, Vladimir Putin, nada disposto a participar de uma reunião dominada pelos EUA em um momento de tensões crescentes entre Washington e Moscou por conta da Ucrânia e da Síria, aumenta as dúvidas de que o encontro irá dar ensejo a grandes decisões.

Os ataques a bomba de militantes em Bruxelas no mês passado atiçaram os temores de que o Estado Islâmico possa visar usinas nucleares, roubar material nuclear e desenvolver “bombas sujas” radioativas no futuro.
Mais cedo na sexta-feira, Obama convocou uma reunião em separado do chamado P5+1 (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha), grupo que negociou o histórico acordo nuclear com o Irã em julho passado, um componente crítico de sua pauta de desarmamento atômico e um item de peso de seu legado de política externa.

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Fonte: G1