O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e o presidente Barak Obama se reúnem nesta segunda-feira (4) na Casa Branca, em Washington (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disseram nesta segunda-feira (4) que a Otan poderia ajudar a Líbia a se contrapor aos militantes do grupo Estado Islâmico (EI), além de treinar e assistir tropas no Iraque, na Jordânia e em outros locais para combater o grupo insurgente.
“Continuamos a cooperar de forma contínua a respeito de operações em potencial em áreas como a Líbia, onde se tem os primórdios de um governo”, afirmou Obama aos repórteres depois de receber Stoltenberg no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.
Governos ocidentais temem que o EI esteja se expandindo na Líbia no momento em que a coalizão liderada pelos EUA expulsa os militantes de territórios que conquistaram na Síria e no Iraque.

Stoltenberg disse que a aliança de 28 países que comanda está analisando como poderia ajudar a estabilizar e apoiar nações da região nas quais o Estado Islâmico está operando, incluindo a Líbia.
“A Otan está pronta para oferecer apoio”, disse, enfatizando os avanços recentes na Líbia com vista à formação de um governo de unidade nacional.

Obama e Stoltenberg disseram também ter debatido o amparo que a Otan pode fornecer para evitar mortes de refugiados que se arriscam na perigosa viagem de fuga da Síria rumo à Turquia e à Grécia.
No Afeganistão, a Otan e os EUA estão trabalhando para ajudar o governo e treinar suas forças de segurança para reagirem ao Talibã, um tópico que Obama disse que será discutido novamente na cúpula da Otan em Varsóvia no mês de julho.

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Fonte: G1