Barack Obama conversa com o rei saudita Salman bin Abdulaziz Al-Saud nesta quarta-feira (20) em Riad (Foto: Jim Watson / AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta quarta-feira (20) com o rei Salman, da Arábia Saudita, na busca de ações conjuntas contra ameaças à segurança, incluindo o Irã e o Estado Islâmico, e para conversar sobre as tensões entre os dois aliados expostas nas últimas semanas.
Obama se reuniu por duas horas com Salman e um grupo de príncipes e autoridades no luxuoso palácio de Erga, um encontro que, segundo previsões, seria difícil.A Casa Branca declarou que os líderes trocaram opiniões sobre uma série de conflitos regionais em que os aliados discordam e também discutiram as preocupações dos EUA com os direitos humanos na Arábia Saudita.

“Os dois líderes reafirmaram a amizade histórica e a profunda parceria estratégica entre EUA e Arábia Saudita”, disse a Casa Branca em comunicado.
Obama falou do seu desejo de convencer os países do Golfo a chegar a uma “paz fria” com o Irã, que iria apagar as tensões sectárias e permitir que todos lados focassem no que ele vê como a ameaça maior vindo do Estado Islâmico.

“De forma mais geral, o presidente e o rei discutiram os desafios representados pelas atividades provocadoras do Irã na região, concordando com a importância de uma abordagem inclusiva para reduzir o conflitos regionais”, afirmou a Casa Branca.
Obama elogiou a promessa do rei de enviar ajuda humanitária para o Iêmen depois da campanha militar liderada pelos sauditas contra o grupo houthi, apoiado pelo Irã.

O presidente comentou a necessidade de ajudar partes do Iraque atingidas de forma dura pelos combates com o Estados Islâmico.
Eles também conversaram sobre a necessidade de reforçar a interrupção das hostilidades entre o governo e a oposição sírios e sobre o apoio à transição política no país, segundo a Casa Branca.

Visita ofuscadaA quarta e provavelmente última visita de Obama ao principal exportador de petróleo mundial foi ofuscada pela irritação do Golfo com a sua abordagem para a região e por dúvidas em relação ao compromisso de Washington com a segurança da região.
A maior parte das monarquias do Golfo tem, de forma privada, se mostrado seriamente desapontada com o governo de Obama, considerando o período como um em que os EUA se afastaram da região, dando mais espaço para que o arquirrival Irã aumentasse a sua influência.

Obama foi recentemente citado numa entrevista a uma revista norte-americana falando sobre a natureza “complicada” da relação entre os EUA e a Arábia Saudita e descrevendo alguns países do Golfo e da Europa como “caronas” que pedem a ação norte-americana sem fazer eles mesmos o seu papel.
Na quinta-feira, Obama irá à reunião de cúpula do Conselho de Cooperação do Golfo, um grupo de monarquias que conta com Arábia Saudita, Kuweit, Catar, Barein, Emirados Árabes e Omã.

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Fonte: G1