Abu Firas al Suri durante entrevista divulgada pela Al Nusra em 2014 (Foto: Reprodução/SITE)
O Pentágono confirmou, nesta segunda-feira, um ataque aéreo na Síria que teve como alvo o “alto” dirigente da Al-Qaeda Abu Firas al-Suri, além de outros combatentes extremistas. Os EUA corroboraram ainda a morte de um líder shebab na Somália.
O secretário de Comunicação do Pentágono, Peter Cook, disse que forças militares americanas lançaram o ataque no noroeste da Síria no domingo.

Nele, vários combatentes inimigos morreram, segundo Cook.
“Avaliamos que o ‘alto’ líder da Al-Qaeda Abu Firas al-Suri estava na reunião e tratamos de confirmar sua morte”, disse Cook.

Al-Suri é um cidadão sírio e um “herdeiro” da Al-Qaeda, que combateu no Afeganistão no final dos anos 1980 e início dos 1990. “Trabalhou com Osama bin Laden e com outros membros fundadores da Al-Qaeda para treinar terroristas e lançar ataques em nível mundial”, disse Cook.

Os combatentes ligados à Al-Qaeda operam na Síria sob a denominação Frente Al-Nosra.
Desde 27 de fevereiro, está em vigor um cessar-fogo temporário entre as forças do governo sírias e os rebeldes, mas a trégua não inclui a Al-Nosra, nem o grupo Estado Islâmico.

Ataque na somáliaEm paralelo, o Pentágono confirmou a morte do líder shebab Hassan Ali Dhoore, em um ataque com “drones” realizado na semana passada na Somália.
“O Departamento da Defesa confirmou que Hassan Ali Dhoore, um alto dirigente de Al Shebab, braço somali da Al-Qaeda, morreu em consequência do ataque americano realizado em 31 de março na Somália”, anunciou Cook.

Ali Dhoore “planejou e supervisionou ataques que resultaram na morte de pelo menos três cidadãos americanos”, acrescentou o porta-voz do Pentágono.
Os rebeldes shebab multiplicaram seus ataques de grande envergadura na Somália desde o início do ano.

Após sua expulsão de Mogadíscio, em agosto de 2011, os shebab sofreram várias derrotas e perderam a maior parte de seus bastiões, mas ainda controlam vastas zonas rurais.
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Fonte: G1