Candidatos presidenciais do Peru participam de debate em Lima (Foto: REUTERS/Mariana Bazo)
Exclusões e desistências de candidatos, acusações de plágio, postulante em prisão preventiva. Essas são algumas das curiosidades da turbulenta campanha presidencial para as eleições deste domingo (10) no Peru, como destaca a agência France Presse.Keiko Fujimori, candidata de centro-direita filha do ex-presidente Alberto Fujimori, é a favorita.

A dúvida é quem a enfrentará no segundo turno: Pedro Pablo Kuczynski, ex-economista do Banco Mundial, ou Veronika Mendoza, parlamentar de esquerda.Veja curiosidades:MulheresPela primeira vez duas mulheres estão perto de vencer a presidência: Keiko Fujimori, a favorita, e Verónika Mendoza, da Frente Ampla.

Keiko Fujimori, favorita, e Veronika Mendoza disputam corrida poresidencial para ser a primeira mulher presidente do Peru (Foto: REUTERS/Mariana Bazo/ Janine Costa)Clã FujimoriKeiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e violação dos direitos humanos, considerado o presidente mais corrupto da história do país e o sétimo do mundo, segundo a Transparência Internacional.A família do patriarca continua marcando a vida política do país.

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori em tribunal em Lima (Foto: Martin Mejía/AP)Prisão preventivaUm dos candidatos na disputa é Gregorio Santos, em prisão preventiva há dois anos e à espera de um julgamento por suposta malversação de fundos públicos quando era governador da região de Cajamarca (nordeste). Teve permissão temporária para sair e participar em um debate.

Para o encerramento da campanha, gravou um vídeo que foi exibido em uma praça para seus seguidores.Gregorio Santos, em prisão preventiva há dois anos, é um dos candidatos presidenciais no Peru (Foto: REUTERS/Mariana Bazo)De 19 para 10A disputa começou com 19 candidatados em janeiro, mas, desde então, muitos renunciaram ou foram expulsos pela nova lei eleitoral, restando 10 aspirantes.

Candidatos excluídosA lei de partidos políticos que rege desde janeiro e permite excluir candidatos por financiamento ilegal de campanha provocou confusão no Júri Nacional de Eleições, que foi alvo de críticas por falta de critérios claros na aplicação da norma.
A aplicação da nova lei provocou a exclusão de duas candidaturas: do milionário César Acuña, que entregou dinheiro a eleitores durante sua campanha, e a de Julio Guzmán, que chegou a ficar em segundo lugar nas pesquisas, por descumprir normas administrativas nas primárias de seu partido.

Os candidatos César Acuña e Julio Guzmán foram excluídos da campanha presidencial no Peru (Foto: REUTERS/Mariana Bazo)Acusação de plágioDurante a campanha, Acuña foi acusado de plagiar textos em sua tese de doutorado na Espanha. Também de apropriar-se da autoria de um livro de seu professor.

Uma vez fora da disputa, ninguém fala mais do assunto.Cédula com nomes a maisEntre tantas saídas e expulsões, a cédula de votação foi impressa com 14 nomes.

No entanto, quatro renunciaram depois da impressão e seus rostos aparecem na cédula. Os votos em seu favor serão considerados nulos.

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Fonte: G1