As grandes potências e os países vizinhos da Líbia decidiram nesta segunda-feira (16) em Viena apoiar o rearmamento do governo líbio de união nacional, que tenta garantir a sua autoridade neste país minado pelas divisões políticas e pela ameaça terrorista.
Nesta perspectiva, a comunidade internacional reunida em Viena para discutir a situação na Líbia declarou em um comunicado que “apoiará os esforços” do novo executivo líbio que pedirá o levantamento do embargo sobre as armas à Líbia em vigor desde 2011.
Também afirmou estar “pronta a responder às demandas do governo líbio, em vista de treinar e equipar a guarda presidencial e as forças autorizadas”.

O objetivo é “fornecer as armas e balas necessárias para combater o Daesh [Estado Islâmico] e outros grupos terroristas”, declarou o secretário de Estado americano, John Kerry.
A declaração final da reunião foi assinada por 24 delegações nacionais ou uniões regionais, incluindo Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, China, Egito, Tunísia, França, Reino Unido, Alemanha e Itália.

O embargo das Nações Unidas sobre a venda de armas para a Líbia foi imposto no início da revolta contra o regime de Muammar Khaddafi em 2011, mas tem sido repetidamente violado.
O governo de unidade nacional, liderado por Fayez al-Sarraj e com sede na capital Trípoli, é apoiado pela comunidade internacional.

Al-Sarraj estava presente em Viena.
Este governo tem tido dificuldades para estabelecer sua autoridade.

Ele enfrenta as iniciativas de um governo paralelo com base no leste do país e liderado pelo controverso general Khalifa Hafter.Pressão do EIO governo de Sarraj também enfrenta pressão do grupo Estado Islâmico (EI), que aproveitou o caos estabelecido no país desde a revolta que acabou com o regime de Khaddafi para se implantar neste país produtor de petróleo.

Desde então, estendeu sua influência a oeste da cidade líbia de Syrte, que controla desde junho de 2015.
“As possibilidades deste governo permanecem limitadas em razão dos conflitos internos”, reconheceu o chefe da diplomacia alemã, Franz-Walter Steinmeier, antes do início da reunião.

O desafio é também conter o fluxo de imigrantes da Líbia, a apenas 300 km da costa italiana.
Os conflitos políticos e o vácuo de segurança desde 2014 facilitaram a implantação do EI na Líbia, constituindo uma ameaça direta para os seus vizinhos e para a Europa.

A guerra contra os jihadistas é um dos elementos de rivalidade entre as forças do governo de unidade e as do governo paralelo com sede no leste do país.
As duas autoridades rivais aceleram os preparativos para lançar a primeira ofensiva destinada a expulsar o EI de Syrte, correndo o risco de afastar a perspectiva de reconciliação e vitória contra os jihadistas.

O EI conta com entre 3.000 a 5.

000 combatentes na Líbia.
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Fonte: G1