Presidente da Câmara dos EUA, Paul Ryan, fala a jornalistas que não aceitará possível indicação do Partido Republicano para ser o candidato à presidência dos EUA (Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite)
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, afirmou nesta terça-feira (12) que não aceitará uma possível indicação para ser o candidato de seu partido à Casa Branca nas eleições de outubro, uma declaração para “encerrar de uma vez por todas as especulações”.A especulações sobre a indicação de seu nome surgiram diante da possibilidade de que nenhum pré-candidtado republicano consiga nas prévias eleitorais a maioria dos delegados necessária para chegar à convenção nacional do partido, em julho, com a nomeação garantida.

Neste cenário, a convenção será disputada, ou seja, os delegados serão liberados para não votar no candidato a quem foram atribuídos.
A cúpula do Partido Republicano, com Romney à frente, está se empenhando para impedir que Trump obtenha a maioria necessária e seja o candidato do partido nas eleições presidenciais de novembro.

O favorito pela noemação republicana continua sendo Donald Trump, mas as recentes vitórias nas primárias de seu maior rival, o senador Ted Cruz, diminuíram as chances de o empresário conseguir os 1.237 delegados necessários para garantir a indicação na convenção nacional.

“Não contem comigo”, disse Ryan de forma taxativa durante um discurso na sede do Comitê Nacional Republicano em Washington, depois de seus assessores terem antecipado que o congressista ia descartar formalmente seu interesse de ser o candidato do partido.
“Não quero e não aceitarei a indicação republicana”, reiterou Ryan, candidato à vice-presidência em 2012 como companheiro de chapa de Mitt Romney, que acabou derrotado por Barack Obama.

Segundo Ryan, se a convenção for disputada e nenhum dos atuais postulantes à indicação obtiver a maioria na primeira votação, os únicos que poderiam entrar na briga seriam os outros pré-candidatos que participaram das eleições primárias do partido.
“Eu não deveria ser considerado.

Ponto. Fim da história”, frisou o líder republicano.

Ryan, um jovem político visto por muitos como futuro candidato à presidência, chegou à presidência da Câmara dos Representantes em outubro do ano passado, com o objetivo de unir o partido, depois de as outras lideranças da legenda não terem entrado em acordo sobre quem seria o substituto de John Boehner no posto.
O congressista de Wisconsin resistiu à escolha no princípio, mas aceitou o cargo após a renúncia do favorito, Kevin McCarthy, e a pressão de outros líderes do partido.

Ao ser perguntado sobre a relação entre as duas situações, Ryan afirmou que ser o presidente da Câmara dos Representantes “está a anos luz” do que significa ocupar a Casa Branca.
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Fonte: G1