Jacob Zuma gastou R$ 60,5 milhões na reforma de sua residência em imagem de arquivo (Foto: Nic Bothma/Reuters)
O tribunal constitucional da África do Sul ordenou nesta quinta-feira (31) ao presidente Jacob Zuma que devolva parte do dinheiro que gastou para melhorar sua residência privada, um escândalo que abalou seu governo.
“O presidente deve pagar ele mesmo o valor fixado pelo Tesouro Nacional”, disse o presidente do tribunal, Mogoeng Mogoeng, antes de destacar que Zuma “não respeitou, nem defendeu, nem seguiu a Constituição”.
Após o anúncio da decisão do tribunal desta quinta-feira, o líder da Aliança Democrática, Mmusi Maimane, defendeu o afastamento do presidente, segundo a Reuters.

“Zuma deve ser afastado do cargo e que a ação deve retomar com efeito imediato”, disse.Imagem de arquivo mostra residência do presidente sul-africano Jacob Zuma em Nkandla (Foto: REUTERS/Rogan Ward/Files)
A presidência justificou como obras destinadas a garantir a segurança do líder – e portanto a cargo do contribuinte – a construção em sua residência de Nkandla de um estábulo para vacas, um curral para frangos, uma piscina e um anfiteatro, segundo o relatório que publicou a Defensora do Povo, Thuli Madonsela, em 2014.

Jacob Zuma chegou em 2009 à presidência da África do Sul, depois que a Justiça retirou mais de 700 acusações por corrupção que pesavam contra ele, segundo a agência Efe.
Zuma, de 73 anos, revalidou em 2014 o cargo com maioria absoluta, apesar das várias acusações de corrupção contra ele e sua administração.

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Fonte: G1