Ibrahim al-Hussein, nadador sírio refugiado que perdeu parte da perna em um bombardeio, carrega a tocha olímpica pelo campo de refugiados Eleonas, em Atenas, na Grécia, na terça (26) (Foto: AFP Photo/Louisa )
Um nadador amputado sírio correu com a chama olímpica por um acampamento de refugiados em Atenas nesta terça-feira (26) para destacar a situação de milhares de pessoas que fugiram para a Europa desde o ano passado.
A Grécia se tornou o principal ponto de entrada na Europa desde 2015 para o fluxo de refugiados e imigrantes de países pobres e em conflito no Oriente Médio e África.
Ibrahim al-Hussein, que recebeu asilo na Grécia, atravessou o mar Egeu da Turquia para a Grécia em um barco de borracha em 2014, após perder parte de sua perna em um bombardeio na Síria.

Com a tocha levantada, al-Hussein atravessou por um caminho de jornalistas no acampamento Eleonas, que abriga cerca de 1.500 refugiados.

“Quero mandar uma mensagem para cada atleta que era um atleta em seu país e teve que imigrar, se tornar um refugiado..

. Não fiquem nos acampamentos sem fazer nada.

Saia e trabalhe para que seu sonho se torne realidade”, disse al-Hussein, de 27 anos e filho de um técnico de natação.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou que quer atrair atenção mundial para a situação dos refugiados.

Até 10 refugiados irão competir nos Jogos Rio 2016, em agosto, sob o Time de Atletas Olímpicos Refugiados, montado a partir da escolha entre 43 possíveis atletas olímpicos identificados e apoiados pelo COI com fundos para treinamento.
A tocha olímpica foi acendida na quinta-feira em Olímpia, no sul da Grécia, iniciando uma travessia de seis dias pelo país.

Ela será entregue ao Brasil na quarta-feira e a partir 3 de maio fará uma trajetória pelo país.
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Fonte: G1