Soldado sírio caminha no templo de Bel, em Palmira. Governo sírio recuperou no domingo (27) domínio sobre a cidade (Foto: Joseph Eid/AFP)
Forças russas ajudaram a remover mais de 1.500 minas na cidade síria de Palmira desde que a localidade foi tomada por forças do governo das mãos de militantes do Estado Islâmico em março, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova nesta quarta-feira.

Um oásis no meio do deserto, Palmira é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. A tomada da cidade pelo EI teve grande repercussão mundial.

O grupo jihadista dinamitou dois de seus templos da era romana, um arco do triunfo e torres fúnebres.
A facção ainda deixou minas e bombas entre as ruínas e destruiu estátuas e mostruários no museu da cidade, disseram autoridades sírias e russas.

Cidade foi retirada do poder dos jihadistas no fim de março.
A Rússia, que forneceu apoio aéreo vital para a ofensiva do Exército, enviou engenheiros militares, cães farejadores e “robôs antiminas” para ajudar a desativar os explosivos na cidade.

Destruição de templosPalmira abriga ruínas de uma grande cidade, que foi um dos maiores centros culturais do mundo antigo. Antes da guerra civil na Síria, iniciada em 2011, as ruínas de Palmira, o mais belo sítio arqueológico do país, recebiam 150 mil turistas por ano.

A cidade fica na província de Homs, a 215 quilômetros de Damasco.
Em agosto, jihadistas do EI explodiram o templo de Bel, o mais importante do conjunto arqueológico de Palmira, conhecido como “pérola do deserto”.

O porta-voz da ONU Stéphane Dujarric condenou “a destruição injustificada de um conjunto de valor inestimável para nosso patrimônio mundial comum”.
Dias antes, EI havia destruído o templo de Baalshamin, o segundo mais importante da cidade.

O templo de Baalshamin – o deus do céu fenício – começou a ser construído no ano 17 e posteriormente foi ampliado pelo imperador romano Adriano em 130.
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Fonte: G1