Menino sírio ficou ferido nesta segunda-feira (9) após ataque do governo contra áreas dominadas por rebeldes na região de Ghouta, nos arredores de Damasco (Foto: Amer Almohibany / AFP)
Rússia e Estados Unidos se comprometeram nesta segunda-feira (9) a “redobrar esforços” para encontrar uma solução política à guerra na Síria e para ampliar ao conjunto do país o cessar-fogo em vigor desde 27 de fevereiro.
“A Federação da Rússia e os Estados Unidos estão decididos a redobrar esforços para alcançar uma solução política do conflito sírio”, afirma um comunicado conjunto dos dois países, publicado no site do ministério russo das Relações Exteriores.
Os dois lados enfatizam os “avanços” na observância do cessar-fogo, mas admitem “dificuldades” persistentes “em determinadas áreas”, bem como “problemas de acesso humanitário às áreas sitiadas”.

“Por isso, decidimos confirmar o nosso compromisso” com a cessação das hostilidades na Síria e “intensificar os nossos esforços para garantir a sua aplicação a nível nacional”, afirma o documento.
A Rússia promete “trabalhar com as autoridades sírias para reduzir o número de operações aéreas em áreas essencialmente povoadas por civis ou que fazem parte do cessar-fogo”.

Os Estados Unidos, por sua vez, prometem “aumentar o apoio e assistência aos seus aliados regionais para ajudar a evitar a circulação transfronteiriça de combatentes, armas ou recursos financeiros para organizações terroristas”.Trégua em AleppoAs forças do governo sírio e grupos rebeldes instauraram na semana passada uma trégua temporária em Aleppo (norte), apoiada por Moscou e Washington, após o cessar-fogo que entrou em vigor em 27 de fevereiro na segunda maior cidade síria.

A nova trégua, válida inicialmente por dois dias, foi prorrogada até terça-feira às 00h01. Desde 22 de abril, 300 pessoas morreram em Aleppo, onde os rebeldes controlam vários bairros.

A ONU tenta há meses mediar uma solução negociada para um conflito que já causou, desde março de 2011, mais de 270.000 mortos e um êxodo de milhões de pessoas.

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Fonte: G1