Desenho feito em tribunal de Nova York mostra Francisco Flores (camiseta clara) e Efrain Campos (camiseta azul), sobrinhos da mulher do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ao lado de advogados (Foto: AP Photo/Elizabeth Williams)
O julgamento contra dois sobrinhos da primeira-dama da Venezuela, acusados de traficar cocaína, começará em novembro. A data foi decidida em uma audiência preliminar realizada nesta quinta-feira (12) em um tribunal de Nova Iorque.
Muito calmos, Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores Freitas compareceram ao tribunal federal de Manhattan, constatou a AFP.

Ambos – filhos de irmãos de Cilia Flores, a esposa do presidente venezuelano, Nicolás Maduro – foram detidos em novembro no Haiti e trasladados a Nova York por agentes da DEA.
O juiz Paul Crotty disse aos acusados que uma terceira parte não identificada está custeando seus gastos legais, e advertiu sobre um “autêntico perigo” de conflito de interesses, caso este terceiro privilegie interesses contrários a um deles ou a ambos.

O magistrado perguntou repetidamente aos réus, que seguiram a audiência através de um intérprete, se compreendiam as suas observações.
“Sim, compreendo”, responderam em espanhol os dois acusados, que vestiam uniformes pretos de prisioneiros.

Com 29 e 30 anos na época em que foram presos, ambos foram acusados de conspirar para entrar ilegalmente com, ao menos, 5 kg de cocaína nos Estados Unidos. Também são acusados de participar de reuniões para planejar outro embarque de cocaína nos EUA através de Honduras.

Se forem considerados culpados, podem ser condenados à prisão perpétua. Até agora eles se declararam inocentes.

Está previsto que os preparativos para o julgamento sejam concluídos em 5 de agosto.
O governo venezuelano não deu declarações a respeito das acusações.

Em fevereiro, a primeira-dama disse que vai “esperar que a justiça fale”, e que depois terão “muito o que falar”.
Funcionários americanos creem que grande parte da cocaína que é produzida na Colômbia passa pela Venezuela antes de ser enviada aos Estados Unidos e Europa.

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Fonte: G1