Vários grandes grupos japoneses, entre eles Bridgestone, Honda e Sony, decidiram nesta sexta-feira (15) suspender as operações de suas fábricas situadas no sudoeste do Japão, onde vários terremotos deixaram nove mortos e importantes danos materiais.
A prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, abalada pela série de tremores, abriga diversas unidades industriais.
A montadora de automóveis Toyota não foi afetada, mas sua concorrente Honda teve que paralisar sua fábrica de motos para avaliar os danos.

O gigante da eletrônica Sony, que tem uma fábrica de semi-condutores na região, também suspendeu suas operações, “mas ao que parece sofreu um impacto pouco significativo”.
A fábrica de pneus Bridgestone adotou a mesma disposição de parar para avaliar a situação, mas sofreu danos mínimos, segundo um porta-voz.

Na manhã desta sexta, a Bolsa de Tóquio operava em baixa: Honda retrocedia 0,91%, Sony, 2,17%, e Bridgestone, 0,38%.
A central elétrica que abastece a região – Kyushu Electric Power – assegurou que não se comprovou qualquer problema na central nuclear de Sendai, onde se encontram os dois únicos reatores do Japão em atividade.

Casa ruiu e esmagou carro na cidade Mashiki (Foto: Kyodo / via Reuters)
O terremoto de magnitude 6,5 que atingiu o sudoeste do Japão deixou pelo menos nove mortos e cerca de mil feridos, entre eles 53 em estado grave, segundo os últimos dados divulgados nesta sexta pelas autoridades japonesas.
O tremor, o que mais provocou danos no país asiático desde o que gerou o tsunami de 2011, aconteceu às 21h26 de quinta (14) – horário local, 9h26 de Brasília – na cidade de Kumamoto, no litoral ocidental da ilha de Kyushu, e seu hipocentro se situou a cerca de 11 km de profundidade.

As nove vítimas são quatro homens e cinco mulheres, a maioria deles idosos, que morreram em acidentes causados pelo terremoto no distrito de Mashiki e na cidade de Kumamoto.
Além disso, o terremoto deixou 975 pessoas feridas, das quais 53 se encontram hospitalizadas em estado grave, e outras 44.

400 pessoas foram retiradas de seus lares, segundo os dados mais recentes do governo regional.Tremor destruiu dezenas de casas (Foto: Kyodo / via Reuters)
No distrito de Mashiki o terremoto alcançou o nível 7 na escala japonesa, que se centra mais nas áreas afetadas que na intensidade do tremor.

Nesta cidade, o terremoto causou a derrubada de 20 casas onde ficaram presos alguns de seus moradores, além de provocar vários incêndios, segundo o departamento de bombeiros da cidade de Kumamoto.
Desde o momento do terremoto até as 8h desta sexta (20h de quinta em Brasília) foram registradas 116 réplicas, segundo a JMA, que alertou da possibilidade que se produzam novos tremores, inclusive alguns de elevada intensidade.

Estrada danificada na cidade Mashiko (Foto: Kyodo / via Reuters)
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o governo e os serviços de resgate “estão fazendo todo o possível e trabalhando contra o relógio para salvar vidas”, em declarações realizadas após uma reunião de emergência do Executivo.
O terremoto também deixou cerca de 15.

000 casas sem eletricidade e causou a suspensão do serviço ferroviário de alta velocidade (Shinkansen) em Kyushu, assim como de outras linhas locais.
Trata-se do primeiro terremoto que alcança o nível 7 na escala japonesa desde o potente terremoto de 11 de março de 2011 que gerou um devastador tsunami e deixou mais de 18.

000 mortos e desaparecidos no nordeste japonês, além de provocar na central de Fukushima o pior acidente nuclear desde Chernobyl.
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Fonte: G1