Hillary Clinton e Donald Trump lideram as pesquisas para as primárias de Indiana, nesta terça (3) (Foto: Reuters/Rebecca Cook/Aaron P. Bernstein)
O prinicipal pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, espera que a prévia partidária no Estado de Indiana desta terça-feira (3) torne inevitável o que a princípio parecia a muitos uma busca quixotesca pela indicação de seu partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.
Segundo pesquisas, o magnata do setor imobiliário tem uma vantagem de dois dígitos sobre Ted Cruz, senador do Texas que vem fazendo campanha no Estado do Meio-Oeste quase sem parar desde meados de abril.

Cruz vem anunciando Indiana, um dos últimos grandes Estados ainda na disputa pela oficialização do candidato à eleição de 8 de novembro, como seu momento para brilhar e forçar a realização de uma convenção em julho para decidir o escolhido – mas a briga toma os contornos de sua batalha de Waterloo.
Ainda comemorando a vitória em cinco Estados do Nordeste do país na semana passada, Trump espera que um êxito em Indiana coloque a seu alcance a marca de 1.

237 delegados necessários para confirmar seu nome na chapa da legenda antes mesmo da convenção.
Cruz tem sido o adversário mais duro de Trump, mas ainda está bem atrás do bilionário na contagem de delegados.

Ele vem lutando para impedir que Trump alcance o número exigido de forma a induzir uma convenção disputada – quando nenhum dos pré-candidatos atinge o número mínimo de delegados antes da convenção –, o que, depois de uma série de derrotas contundentes em abril, seria a única chance de o senador concorrer ao pleito de novembro.
Um fracasso em Indiana seria especialmente devastador para Cruz, que vem argumentando que seu tipo de conservadorismo religioso é um ímã natural para os republicanos interioranos.

Ele recebeu o apoio do governador do Estado, o conservador Mike Pence. Um  vídeo em que ele discute com um eleitor de Trump circula nas redes sociais.

Além disso, Cruz espera águas mais calmas em Indiana depois que ele e o governador de Ohio, John Kasich, que ocupa um distante terceiro lugar na corrida republicana, fecharam um acordo “chega de Trump” no qual Kasich ficará longe de Indiana e Cruz fará o mesmo no Oregon e no Novo México.
Mas o mar não parece estar abrindo passagem para Cruz, que vem perdendo bastante terreno para Trump nas sondagens de opinião à medida que as votações se aproximam.

Trump acumula 996 delegados, Cruz tem 565 e Kasich só 153. Outros 57 delegados estão em disputa em Indiana, que votou para os republicanos em nove das dez últimas eleições presidenciais.

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Fonte: G1