Aeronaves da Air France, em imagem de arquivo de 2014 (Foto: Reuters)
A companhia aérea Air France vai suspender os voos entre Brasília e Paris a partir de 15 de setembro deste ano, em virtude da “queda da demanda na rota”. O comunicado foi divulgado pelo escritório brasileiro da companhia nesta terça-feira (7). Quem já comprou passagem será acomodado gratuitamente nos voos que saem de Rio e São Paulo.

A nota da Air France atribui a queda no fluxo de passageiros à “desaceleração econômica do Brasil, que implicou em uma pressão crescente sobre a receita unitária desde o fim de 2014”.
O texto não informa o tamanho da queda no número de passagens emitidas – a assessoria informou ao G1 que os resultados disponíveis ao público são agrupados por continente, e não por mercado.

Segundo a empresa, os clientes ainda podem fazer o trajeto Brasília-Paris, mas precisariam usar escalas nos aeroportos internacionais de Rio de Janeiro e São Paulo, que têm 11 e 14 voos semanais, respectivamente. Oito voos operados pela Gol entre o Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek e os terminais do Galeão e de Guarulhos são citados como possíveis conexões.

Menos voosA alta do dólar e do euro foi usada como justificativa por outras companhias aéreas internacionais para cancelar voos internacionais com saída ou chegada em Brasília, desde o início do ano. O Aeroporto de Brasília começou o ano atendendo a oito destinos fora do Brasil, e deve chegar a dezembro com apenas cinco.

A Delta Airlines deixou de oferecer voos para Atlanta, nos Estados Unidos, e a Aerolíneas Argentinas cancelou trechos para Buenos Aires em fevereiro. A mudança afeta viajantes que compraram passagens com antecedência.

Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens mostram que empresas que oferecem voos internacionais tiveram uma queda no faturamento de 0,7% em março em comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda chega após 24 meses seguidos de crescimento.

Segundo o presidente da entidade, Carlos Vieira, não há previsão de melhora a curto prazo. “A perspectiva é que se cancele mais ainda.

Mesmo com tarifas muito atraentes e competitivas, muito baixas, não sentimos uma reação do cliente para realizar a viagem”, estimou.
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Fonte: G1