Executivos da Andrade Gutierrez revelaram, em delação premiada à Procuradoria Geral da República, que as empreiteiras responsáveis pela construção da Usina de Belo Monte, no estado do Pará, combinaram que pagariam de propina 1% do valor dos contratos, ou seja, R$ 150 milhões.Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, o dinheiro seria dividido entre o PT e o PMDB e seria pago no decorrer da construção da usina.Otávio Marques Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse que a empresa tinha um caixa único, formado por recursos vindos de propina de Belo Monte e dinheiro legal. Esses recursos foi usado para fazer doações de campanha, inclusive me 2014, quando a empreiteira doou R$ 20 milhões para presidente Dilma.

O dinheiro obtido pelo superfaturamento do contrato, R$ 150 milhões, foi dividido entre as construtoras de acordo com participação no consórcio de Belo Monte.O consórcio que ganhou a licitação foi formado por oito empresas, sendo que algumas não tinha experiência nesse tipo de empreendimento.

As vencedoras foram Queiroz Galvão, Mendes Júnior,  Serveng-Civilsan,  Contern, Cetenco, Gaia, Galvão e J.Malucelli.

Apesar da “derrota” inicial, Andrade Gutierrez (18%), Odebrecht (16%) e Camargo Corrêa (16%) ficaram com metade dos contratos de construção da usina. Segundo Otávio, o valor da propina destinada ao PT e PMDB seguia o percentual de cada uma no Consórcio Construtor de Belo Monte.

OTempo
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Fonte: Gazeta de Uberlândia