A marca de roupas Brooksfield Donna divulgou uma nota de esclarecimento na qual diz repudiar irregularidades, após ter seu nome vinculado ao trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho. Em seu site e em sua conta no Facebook, a marca feminina de luxo do grupo Via Veneto diz que cancelou todos os pedidos feitos à confecção que subcontratou produção e que repudia “qualquer transgressão às leis trabalhistas”.
No início de maio, representantes do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), autuaram a Brooksfield Donna por trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil.

Durante uma inspeção, auditores do MTE flagraram uma pequena oficina, no bairro de Aricanduva, com cinco trabalhadores bolivianos – incluindo uma menina de 14 anos – que viviam em condições precárias, com jornadas de trabalho exaustivas, sem carteira de trabalho assinada ou férias. Os salários dos trabalhadores bolivianos dependiam da quantidade de peças produzidas – R$ 6,00, em média, por roupa costurada.

A produção era 100% destinada à marca.
Após a repercussão, a Via Veneto afirmou à BBC que a empresa não terceirizava a prestação de serviços e que seus fornecedores são empresas certificadas.

Brooksfield Donna (Foto: Reprodução/Facebooik/Brooksfield Donna)
Em nota divulgada pela página da Brooksfield no Facebook, a marca reconhece as irregularidades em uma oficina subcontratada por um dos seus fornecedores, a MDS Confecções.
O comunicado, no entanto, ressalta que os contratos com os fornecedores da marca “proíbem qualquer tipo de subcontratação da produção” e que a fornecedora tinha um certificado de conformidade trabalhista válido até 15 de setembro de 2016.

.

Fonte: G1