O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (9), mas distante das máximas do dia, em linha com os mercados no exterior e à espera dos desdobramentos da crise política no Brasil. Mais uma vez, o Banco Central não anunciou intervenção no câmbio.
A  moeda norte-americana avançou 0,62% em relação ao real, cotada a R$ 3,5249 na venda.

Veja a cotação
Pela manhã, o dólar chegou a passar de R$ 3,60, após a notícia de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, anulou a votação de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que deixou os investidores confusos sobre como será daqui para frente no campo político. Ao longo do dia, entretanto, o movimento de alta perdeu força.

Minutos antes do fechamento do pregão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu manter o andamento do processo de impeachment, rejeitando o recurso do  presidente em exercício da Câmara.Cotações ao longo do dia:Às 9h10, alta de 0,12%, a R$ 3,5074Às 10h40, alta de 0,35%, a R4 3,5151Às 11h30, alta de 0,47%, a R$ 3,5196Às 12h, alta de 1,77%, a R$ 3,565Às 12h10, alta de 3%, a R$ 3,6082Às 12h20, alta de 3,08%, a R$ 3,6107Às 12h30, alta de 2,06%, a R$ 3,575Às 13h09, alta de 1,47%, a R$ 3,5545.

Às 13h29, alta de 1,36%, a R$ 3,5507.Às 14h12, alta de 1,47%, a R$ 3,5545.

Às 15h, alta de 1,55%, a R$ 3,5574.Às 15h44, alta de 0,72%, a R$ 3,5284.

No exterior, o dólar avançava em relação a moedas de outros países emergentes após dados da China mostrarem que aexportações e importações caíram mais do que o esperado em abril,  esfriando expectativas de recuperação da economia chinesa, de acordo com informações da Reuters.
O dólar nesta segunda
Veja a variação em R$ por hora
Gráfico elaborado em 09/05/2016
“Dados fracos da China ainda têm a capacidade de mexer com os mercados, especialmente na ausência de outros fatores relevantes”, disseram os analistas do banco Brown Brothers Harriman (BBH), em nota a clientes, segundo a Reuters.

Entenda por que dados sobre a China afetam os mercados pelo mundo.No BrasilO mercado segue de olho em expectativas sobre um eventual afastamento de Dilma Rousseff que, se confirmado, levará o vice Michel Temer à presidência.

Temer já indicou o ex-presidente do BC Henrique Meirelles como seu ministro da Fazenda, o que tem agradado o mercado.
“Para o mercado, a saída de Dilma é certa e a questão agora é se Temer conseguirá ser bem-sucedido”, disse mais cedo à Reuters o economista da consultoria 4Cast Pedro Tuesta.

Mais uma vez, o Banco Central não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, apesar de a moeda norte-americana ter voltado ao patamar de R$ 3,50, considerado por muitos operadores como o piso que o BC tentaria defender. O BC atuou no início da semana passada, mas está ausente do mercado desde quarta-feira.

Entenda como funciona a intervenção do BC no câmbio.
.

Fonte: G1