Pedro Paulo e Rodrigo Maia durante encontro no Rio (Foto: G1)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, comentou nesta sexta-feira (22) a proposta assumida pelo Ministério do Planejamento de enviar propostas de reajuste para nove categorias, o que poderia significar um custo de R$ 700 milhões ao governo interino. Questionado se não poderia haver uma contradição na proposta, já que o governo defende o equilíbrio fiscal e controle dos gastos públicos, ele defendeu o debate.
“Se tem previsão orçamentária, não [é um contrassenso].

Vamos analisar. Eu sou daqueles que prefere uma relação verdadeira, às vezes com algum desgaste, do que avançar sem condição.

É óbvio que qualquer aumento de salário agora não é o ideal. Mas, pela confiança que temos na equipe econômica, nem o Meirelles [Henrique, ministro da Fazenda], nem o ministro interino do Planejamento encaminhariam nada que não tivesse cobertura orçamentária.

É fundamental que tenha. Mas precisa estar bem claro para a sociedade, mal esclarecido são sinais contraditórios”, disse.

Maia participou do evento que oficializou o apoio do DEM à candidatura de Pedro Paulo (PMDB) para a prefeitura do Rio e elogiou justamente a necessidade do equilíbrio fiscal.FaltasUm dia após declarar que vai cortar salários de deputados faltosos, Maia comentou também sobre o período em que foi deputado.

De acordo com matéria de “O Globo”, o democrata se ausentou de diversas votações ao longo dos anos. Ele justificou as faltas por conta da antiga regra que permitia faltas desde que os líderes partidários autorizassem.

“Você tem regras novas que foram criadas pelo Cunha [Eduardo, ex-presidente da Câmara], que estão corretas. Os líderes anunciavam as faltas.

A gente poderia ter a falta abonada, por causa de uma reunião, para discutir o tema, pra fazer política. É papel do deputado.

A partir de 2015, essa prerrogativa acabou. Apenas o presidente da casa pode abonar falta, o que facilitou muito o ritmo de votação da casa”.

Ainda segundo Maia, a prioridade durante seu mandato na presidência da casa será a votação de medidas relativas a crise.
“Nós vamos priorizar agenda de superação da crise econômica.

Todas as agendas são importantes, o governo tem várias agendas, mas as que mais me motivam são aquelas que vão tratar da crise: projeto do pré-sal, a renegociação da dívida dos Estados, a regulação dos fundos de pensão e a PEC do teto de gastos”, disse.
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Fonte: G1