BNDES e Finep destinam R$ 3,5 bi para indústria química e de mineração (Foto: Cristiane Caoli / G1)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vão destinar um total de R$ 3,58 bilhões para dois projetos voltados para a inovação da indústria química e de mineração. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), na sede do banco de fomento, no Centro do Rio de Janeiro.
Para o Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação no setor de mineração e transformação mineral (Inova Mineral), orçamento é de R$ 1,18 bilhão.

Já os planos de negócios do Plano de Apoio ao Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) serão apoiados com R$ 2,4 bilhões.PadiqAo todo, são 27 projetos selecionados no Padiq em 62 planos de negócios recebidos.

O Padiq é um programa de cinco anos e estão planejados mais dois ciclos, “que serão devidamente comunicados”, informou a diretora de indústria e insumos básicos do BNDES, Claudia Prates.
“Daqueles 27 planos de negócios, o total incluído nos planos de negócios é 2,4 bilhões.

Destes, eles apresentaram no seu plano 30% como recursos próprios, que pode ser em investimentos variados, planta industrial, contrapartida. A partir daí, isso vai ser desdobrado em solicitações claras.

Na linha de crédito do Finep há participações que variam, pode ser 60, 70 ou 80%”, explicou Victor Odorcyk, diretor do Finep.
“Em cada uma das solicitações, na média é isso [70% de financiamento].

Daqueles 2,4 bilhões, eles estabeleceram 70% como solicitação de apoio. Não necessariamente crédito, pode ser variado”, completou o diretor.

O banco informou ainda que, entre os planos selecionados, há seis linhas temáticas: químicos a partir de fontes renováveis, “que recebeu a maior parte da indicação de aporte, 70%”; fibras de carbono, 11%; insumos para higiene pessoal e cosméticos, 10%; aditivos químicos para alimentação animal, 5%; aditivos químicos para exploração e produção de petróleo, 3%; e dereivados de silícios, 1%.
“Tem um casamento feliz de oferta e demanda, de fato são projetos de inovação que aumentam ainda mais a competitividade de um setor que já é competitivo”, completou o superintendente do BNDES, Maurício Neves.

Doze projetos dos 27 está na química renovável.
Segundo Claudia Prates, o “objetivo do banco é buscar parceiros nos investimentos de longo prazo.

Trazer o mercado para participar conosco nos projetos”.Inova MineralO lançamento do edital de planos de negócios que serão apoiados pelo Inova Mineral ocorrerá nesta segunda.

Podem participar do processo de seleção empresas brasileiras e as instituições científicas tecnológicas interessadas em formarlizar parcerias em projetos de empresas proponetes de planos de negócios, informou o BNDES.
Os planos de negócios devem ter valor mínimo de R$ 5 milhões, prazo de execução em até 60 dias, e devem ser desenvolvidos dentro do país.

O prazo para apresentação começará no dia 1º de setembro de 2016.
De acordo com Neves, entre os principais desafios e oportunidades para competitividade e expansão sustentável do setor, via inovação é a geração de energia solar e eólica e sustentabilidade ambiental.

“O que aconteceu com Mariana passou a ser tema do dia, passou a ser prioridade dentro das empresas. A partir do desastre, isso se intensificou de uma forma, a gente acredita que vai ter demanda maior do que teria antes desse fato lamentável”, analisou Rodrigo Secioso, gerente do departamento de saúde e química da Finep.

Segundo o BNDES, os dois programas financiarão investimentos em inovação voltados para projetos sustentáveis, que incluem, por exemplo, redução de emissão de poluentes, eficiência energética, além de recuperação e conversão de resíduos agrícolas e subprodutos industriais em produtos químicos, como tintas, comésticos e peças de plástico.Plano Conjunto BNDES/FINEP para Apoio ao Desenvolvi mento e Inovação da I ndústria Química– PADIQ.

Instrumentos de Apoio Indicados no Plano de Suporte Conjunto (PSC) do Plano de Negócios (PN) (Foto: Reprodução / BNDES) (Foto: Reprodução / BNDES) (Foto: Reprodução / BNDES)
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Fonte: G1