O volume de empréstimos para aquisição e construção da casa própria com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somou R$ 3,8 bilhões em julho, uma queda de 35,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo divulgou nesta sexta-feira (26) a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança em São Paulo (Abecip).
O valor também foi menor que o volume de empréstimos concedidos no mês de junho (R$ 4,3 bilhões).
Entre janeiro e julho deste ano, os financiamentos imobiliários somaram R$ 26,4 bilhões, montante 47,9% menor que o dos financiamentos concedidos em igual período de 2015.

Nos 7 primeiros meses de 2016, foram financiados 117,8 mil imóveis ante 227,9 mil unidades no mesmo período de 2015 (queda de 48,3%).
No acumulado em 12 meses, o crédito imobiliário atingiu R$ 51,3 bilhões, o que corresponde a uma queda de 48,7% em relação ao montante apurado nos 12 meses precedentes.

Em 2015, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis caiu 33%, para R$ 75,6 bilhões. A expectativa da Abecip é o crédito imobiliário termine o ano em R$ 50 bilhões, o que representará uma queda anual de 34%.

Fuga de recursos da poupançaA Abecip destaca que os saques nas cadernetas de poupança voltaram a superar os depósitos no mês passado. “A novidade é que a perda de recursos deste mês ocorreu em volume menor  que o registrado nos demais meses do ano”, destaca o relatório.

Em julho, a saída de recursos da poupança somou R$ 1,11 bilhão, valor menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando as retiradas ficaram em R$ 2,45 bilhões. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 43,72 bilhões.

Crédito bancário em quedaDados do Banco Central mostra, que tem caído o volume de crédito no país, em meio a um ambiente de alta dos juros bancários e de recessão. As operações de crédito liberadas por bancos registraram queda de 0,4% em julho, para R$ 3,11 trilhões.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2016, a queda foi de 3,2%. Em 12 meses, ainda há crescimento, mas muito pequeno, de apenas 0,2%.

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Fonte: G1