Com a queda do dólar, a dívida total das empresas brasileiras de capital aberto recuou nos últimos dois trimestres. Por outro lado, a dívida de curto prazo aumentou e atingiu o maior patamar desde dezembro de 2010, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.
Em junho, a dívida total bruta de 213 empresas com ações na bolsa somou R$ 1,22 trilhão contra R$ 255 bilhões de dívida de curto prazo – com vencimento nos próximos 12 meses.

Em dezembro de 2010, a dívida de curto prazo era de R$ 107 bilhões ante uma dívida total de R$ 556 bilhões.
Já relação entre a dívida de curto prazo e a dívida total atingiu 20,8%, o maior percentual desde dezembro de 2011, quando a fatia chegou a 20,5%.

Em junho do ano passado, a dívida de curto prazo estava em junho R$ 217 bilhões, ou o equivalente a 17,9% da dívida total de R$ 1,21 trilhão.
Segundo a Economatica, as empresas com maior estoque de dívida de curto prazo em junho eram: Oi (R$ 46,6 bilhões), Petrobras (R$ 36,5 bilhões), JBS (R$ 18,4 bilhões), Vale (R$ 10,12 bilhões) e Pão de Açúcar (R$ 6,1 bilhões).

Empresas com maior estoque de dívida de curto prazo em junho de 2016 (Foto: Divulgação)
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Fonte: G1