O principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo avança em quarta-feira (8) de ganhos para cotações de commodities que impulsionam Petrobras e Vale.

A valorização de ações do setor financeiro nos mercados internacionais também repercute na Bolsa brasileira, fortalecendo papéis de bancos.

O banco central da China manteve a projeção de crescimento econômico para este ano em 6,8%, apesar de retração no comércio exterior. As exportações da China em maio recuaram 4,1% sobre o ano anterior, mais do que o esperado, enquanto as importações recuaram 0,4%, muito menos do que a expectativa – sinal de melhora da demanda interna chinesa.

Os preços do petróleo avançam, com o barril cotado acima da faixa de US$ 50 em Londres e Nova York. Além do consumo chinês, a cotação da commodity reflete problemas na oferta da Nigéria, grande produtor africano.

Internamente, além da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) que deve manter inalterado o juro básico em 14,25% ao ano, o mercado monitora o ambiente político um dia após o pedido de prisão dos senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e do ex-presidente José Sarney encaminhado pela procuradoria-geral da República ao Ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato no STF. Parte do mercado crê como pouco provável que nesse momento o Supremo Tribunal Federal acolha o pleito da PGR.

Há grande expectativa também sobre a votação em segundo turno da Câmara nesta quarta-feira da prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que permite ao governo realocar livremente 30% das receitas, até 2023. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a votação da DRU representa para a Fazenda um teste sobre a capacidade do governo em aprovar futuramente a proposta do teto para os gastos públicos.

Por volta de 10h15, o Ibovespa subia 0,83%, aos 50.908 pontos. Entre as ações mais líquidas, Petrobras (PETR4) avançava 3,48%, Vale (VALE5) ganhava 0,84% e Itaú (ITUB4) tinha valorização de 1,09%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista caía 1,51%, cotado a R$ 3,3937.

Além do ambiente externo positivo, agentes apostam que o Banco Central deve ser menos propenso a intervir no câmbio sob a gestão de Ilan Goldfajn.

Na avaliação de Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora, a “emissão de papéis no exterior ontem divulgadas, especialmente pela Vale no montante de US$ 1,5 bilhão, representa ingresso de recursos no país no curto prazo, o que está refletindo na precificação da moeda estrangeira hoje”.