Estados Unidos, Reino Unido e China dominaram o quadro de medalhas da Olimpíada – juntos, os três países levaram para casa 258 das 974 medalhas distribuídas ao longo dos Jogos, mais de um quarto do total.
Mas a verdadeira “potência” da Rio 2016 foi Granada, um país-ilha de pouco mais de 300 quilômetros quadrados no Caribe. Isso, ao menos, quando se ajusta a conta de medalhas pela população e pelo tamanho da economia dos países.

Medalhas X populaçãoCom apenas uma medalha nesses jogos – uma prata conquistada por Kirani James no atletismo, nos 400 metros – o país de 107 mil habitantes alcançou a impressionante marca de 9,34 medalhas por milhão de habitantes. O número é cem vezes o registrado pelo Brasil, de 0,09 medalha por milhão de habitantes.

Nessa comparação, o Caribe domina o pódio: as Bahamas aparecem em segundo lugar, com 5,34 medalhas por milhão de habitantes, seguidas pela Jamaica, com 3,88. O Brasil ocupa só a 71ª posição – à frente, no entanto, da Argentina, na 72ª; China, em 77º; e Índia, no último lugar (considerando apenas os países que medalharam na Olimpíada).

 Medalhas X PIBGranada também lidera o ranking ajustado pelo tamanho da economia: com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 954 milhões em 2015, é o país onde cada medalha saiu mais “barata”. Cada medalha “custou” US$ 0,95 bilhão – um centésimo do que conseguiu o Brasil na 62ª posição, onde cada medalha “custou” US$ 93 bilhões em PIB.

A Jamaica aparece em segundo no ranking das medalhas mais “baratas”, com US$ 1,26 bilhão por medalha, seguido pela Geórgia, com US$ 2 bilhões por pódio nos jogos.
A Índia segue na lanterninha também nesse ranking: cada uma das duas medalhas do país nos jogos do Rio “custou” US$ 1,04 trilhão em PIB.

Os “grandes” também ficaram mal nesse ranking: líder em número absoluto de medalhas, os Estados Unidos aparecem na 73ª posição, com US$ 148 bilhões por medalha, enquanto Reino Unido e China estão, respectivamente, em 45º e 74º lugar.Medalhas X PIB per capitaO país caribenho só perde quando “balanceado” o número de medalhas pelo tamanho da economia ajustado à população (o PIB per capita).

Com uma economia de apenas US$ 61,2 bilhões e 91 mil habitantes, a Etiópia levou o ouro nesse ranking, com um total de 8 medalhas – ou seja, é o pais que “gastou” menos por habitante para “produzir” cada medalha.
O Quênia fica na segunda posição nesse ranking, seguido pela China e Rússia – países que, apesar da grande economia, têm populações muito grandes, o que reduz o PIB per capita.

Com uma população grande, o Brasil também fica melhor colocado nesse ranking: ocupa a 11º posição com suas 19 medalhas – duas posições acima do 13º lugar no quadro de medalhas “nominal”, ou seja, sem levar em conta economia ou população.
Os dados de PIB e população são do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird) e Organização das Nações Unidas (ONU).

Foram utilizados os números mais recentes disponíveis para cada um dos países. Os levantamentos levam em conta o número total de medalhas, e apenas os países que obtiveram medalhas na Olimpíada do Rio.

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Fonte: G1