O aumento de 50% para 70% do limite financiado de um imóvel usado pela Caixa melhorou um pouco o humor de empresários da construção, segundo a Abramat (entidade do setor de material para obras).

A mudança nas regras do banco estatal veio menos de um ano após ter reduzido a parcela devido à escassez de crédito via recursos da caderneta de poupança.

Neste mês, 20% dos empresários se dizem otimistas com ações do governo para o setor que possam ocorrer nos próximos 12 meses, segundo levamento da Abramat.

Um mês antes, não havia empresários confiantes entre os associados à entidade, que reúne cerca de 70% do setor.

CONFIANÇA REFORMADA – Otimismo aumenta entre empresários da construção

“O segmento da construção é o que reage mais rapidamente a sinais positivos ou negativos na economia”, avalia Walter Cover, presidente da Abramat.

“Apesar de contida, a mudança no crédito vira uma luz no fim do túnel.”

Facilitar a compra de usados estimula reformas e trocas de imóvel, o que ajudaria o setor a reagir, lembra Cover.

“Também temos levado ao governo propostas que podem ajudar a animar a construção sem pressionar a questão fiscal, como programas para estimular a compra de equipamentos que economizam água e energia elétrica.”

A entidade pleiteia ainda maior incentivo às vendas de materiais de construção ao exterior, por meio do Reintegra, programa que devolve aos exportadores parte de seus custos.

CONFIANÇA REFORMADA – Desempenho nas vendas de material para o exterior

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A GRAMA DO VIZINHO

Rodrigo Pesoa, diretor de vendas da Dassault Aviation para a América Latina

A Dassault Aviation espera o fim das incertezas na economia e na política no país para retomar os negócios, diz Rodrigo Pesoa, diretor de vendas para a América Latina.

“Nos últimos 15 meses, houve uma redução drástica nas vendas de jatos, um impacto fortíssimo.

Pesoa espera uma mudança de humor semelhante à que aconteceu na Argentina.

“Os negócios ficaram anos parados, mas com o [presidente] Maurício Macri, o clima se alterou da noite para o dia.

De 2004 até 2015, o Brasil foi um dos principais mercados da companhia, que comemora 100 anos em abril. “Continuamos a investir aqui.

Não é o primeiro e nem será o último a passar por uma grande turbulência.”

Entre os investimentos, cujo valor ele não revela, estão um centro de serviços e manutenção em Sorocaba e participações em feiras do setor.

R$ 17,18 bilhõesforam as vendas globais em 2015

100 anosé a idade da empresa, que comemora com uma festa de quatro dias em Paris

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Fundos de ativos florestais no país chegam a R$ 9,6 bilhões

Os fundos de investimento em ativos florestais, voltados à produção de madeira para a indústria, cresceram 15,6% no último ano, e atingiram R$ 9,6 bilhões no país, segundo a consultoria Consufor.

“A taxa de retorno aqui gira em 10%, enquanto em países como Estados Unidos não passa muito de 2%.

Isso tem atraído aportes”, diz Marcio Funchal, diretor da empresa.

O BTG Pactual, um dos maiores investidores nacionais, captou US$ 800 milhões em 2015, dos quais US$ 30 milhões já foram aplicados.

DINHEIRO QUE DÁ EM ÁRVORE – Valor (em R$ bilhões)

A Copa Investimentos, especializada em ativos florestais, tem dois fundos em parceria com a Claritas e co-investidores que somam cerca de R$ 626 milhões.

Neste ano, a empresa abrirá um terceiro, voltado às indústrias de celulose, biomassa e serraria, mas não revela o valor dos investimentos.

O Grupo Lacan, que desde 2012 possui um fundo de R$ 270 milhões, começa a captar em abril para um segundo, de mesmo valor, que terá como foco a indústria de celulose na região de Mato Grosso do Sul.

Os fundos brasileiros, cuja participação no mercado começou a ganhar força só em 2009, devem crescer nos próximos anos, diz Funchal.

DINHEIRO QUE DÁ EM ÁRVORE – Fundos

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COM LICENÇA

A AMC Têxtil, holding que detém lojas como Colcci e Forum, vai abrir uma nova empresa só para produzir roupas com marcas licenciadas.

Batizado Be Red, o negócio nasce com a licença para reproduzir imagens e nomes de quatro diferentes empresas: Coca-Cola Jeans, Mormaii, Chilli Beans e Warner Bros (essa última reúne DC Comics, Hanna Barbera e Looney Tunes).

A AMC já produzia as roupas da Coca-Cola, mas as outras três são novidades no catálogo do grupo. O valor de aquisição dos direitos de reprodução não foi revelado.

“No negócio de licenças na moda os royalties giram entre 8% a 12%, de acordo com a marca”, diz André Jório diretor do setor da AMC.

As peças vão ser distribuídas em pontos multimarcas, que vendem roupas de diferentes produtores, e em franquias da Chilli Beans.

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VENTO SERTANEJO

O Nordeste gera 82,2% da energia eólica do país, mostra um relatório da Abeeólica, a associação do setor.

Os três Estados que lideraram o ranking da produção em 2015 foram Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

O crescimento da geração por ventos na região foi de 70%.

“A eólica atende 30% de toda a necessidade da região.

Se não fossem os moinhos, o Nordeste estaria em racionamento desde 2013″, afirma Elbia Gannoum, a presidente da associação.

111novas usinas eólicas foram instaladas em 2015

8.

725 mWé a potência instalada, 46% a mais do que em 2014

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Sai..

. A ocupação hoteleira em Porto de Galinhas (PE) chegou a 92% na Semana Santa.

Destes, 20% são estrangeiros.

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..

zika Em Recife, a taxa ficou em 78%, e na região do Agreste pernambucano, onde há festas tradicionais, em 90%.

Carne nova A Corrientes 348 inaugura em abril seu oitavo restaurante, no Rio.

Outros dois devem ser abertos em 2016.

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HORA DO CAFÉ

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Fonte: Folha de S. Paulo