A agência internacional de classificação de risco Moody’s divulgou nota nesta segunda-feira (16) avaliando os efeitos que as Olimpíadas de 2016 devem ter sobre a economia no Brasil. Segundo a agência, deixará no Rio de Janeiro “melhorias duradouras na infraestrutura bem como um aumento temporário na arrecadação de impostos, mas tão logo o evento se encerre o país retornará para a  recessão econômica”.A Moody’s cita que as Olímpiadas geraram cerca de R$ 25 bilhões (aproximadamente US$ 7,1 bilhões) em investimentos na infraestrutura da região metropolitana do Rio – montante que quase equivale  ao total investido nas 12 cidades que sediaram Copa do Mundo de 2014, de acordo com o relatório “2016 Olympics – Rio de Janeiro; Games Offer Lasting Benefits for City but Only Brief Gains for Brazilian Companies”.

“Os investimentos relacionados às Olímpiadas resultarão em melhorias de longo prazo na infraestrutura de transportes e mobilidade urbana para a cidade-sede”, afirmou Barbara Mattos, vice-presidente e Senior Credit Officer da Moody’s. “Uma quarta linha de metrô vai conectar a zona sul da cidade ao principal parque olímpico, na Barra de Tijuca, e o projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ajudará a revitalizar a região central do Rio”.

A Moody’s aponta que o número de pessoas que visitarão a cidade, estimado em 350 mil, terá impacto positivo, embora de curto prazo, na arrecadação de impostos da cidade. “No entanto, os impactos gerais dos Jogos serão mínimos para a maioria das companhias e consistirão de aumento temporário nas vendas e de benefícios intangíveis de marketing relacionados à exposição gerada durante as Olimpíadas”, avaliou a agência em nota.

“Para os bancos, os empréstimos concedidos para financiar os projetos olímpicos terão um impacto limitado, uma vez que o total de empréstimos para financiar infraestrutura e a Vila Olímpica para os atletas respondem por apenas uma pequena fração da carteira de crédito dessas instituições.”A Moody’s acrescenta que “o ‘boom olímpico’ para as companhias de engenharia e construção já passou, uma vez que a maioria dos projetos já foi concluída ou está muito próximo disso”.

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Fonte: G1