Aliado próximo de Eduardo Cunha, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) foi um dos principais articuladores do processo de impeachment de Dilma Rousseff (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Presidente nacional da Força Sindical e um dos principais articuladores do processo de impeachment, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, classificou nesta sexta-feira (13), por meio de uma nota, de “estapafúrdias” as propostas de reforma na Previdência Social defendidas pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
 GOVERNO TEMERPresidente em exercício
O novo comandate da economia, que tomou posse nesta quinta (12), passou a defender que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pelo INSS. De acordo com Meirelles, a medida é fundamental para garantir o financiamento da Previdência.

Integrante da “tropa de choque” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados, Paulinho afirmou no comunicado divulgado à imprensa que a Força Sindical “repudia” qualquer tentativa de reforma na Previdência que retire direitos dos trabalhadores. Para ele, as propostas do novo titular da Fazenda para a área previdenciária são “inoportunas” (leia abaixo a íntegra da nota).

“A estapafúrdia ideia defendida pelo atual ministro é inaceitável porque prejudica quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Vale lembrar que o último governo já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores”, escreveu Paulinho em um dos trechos da nota.

Em entrevista na manhã desta sexta (13) ao Bom Dia Brasil, Henrique Meirelles informou que já estão em estudos alternativas para as eventuais regras de transição da reforma da Previdência. Mais tarde, ele repetiu as propostas em entrevista coletiva na sede do Ministério da Fazenda (assista ao vídeo acima).

“Existem grupos com estudos bastante avançados sobre isso”, ressaltou. “O que precisa é uma determinação de governo.

Vamos fazer. E apresentar uma proposta factível para sociedade.

Idade mínima com uma regra de transição”, disse o novo ministro da Fazenda na entrevista ao Bom Dia Brasil.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo deputado Paulinho da Força:Ideias estapafúrdias de Meirelles sobre a PrevidênciaA Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores.

As afirmações do ministro da economia, Henrique Meirelles, divulgadas hoje em veículos de comunicação, revelando a intenção de implantar a idade mínima para as aposentadorias, são inoportunas.A estapafúrdia ideia defendida pelo atual ministro é inaceitável porque prejudica quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros.

Vale lembrar que o último governo já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores.A implantação da regra 85/95 progressivamente, implantada por Dilma, vai dificultando cada vez mais a aposentadoria.

É bom lembrar que o governo Dilma já chegou ao absurdo de colocar lei para praticamente impedir a aposentadoria. Isto porque começou a ser aplicada a fórmula 90/100 para mulheres e homens, com a soma da idade e do tempo de contribuição.

Esta fórmula torna praticamente impossível a aposentadoria para as pessoas com idade inferior a 65 anos.Entendemos que qualquer mudança na Previdência deva ser amplamente discutida com a sociedade, e com os representantes dos trabalhadores, de forma democrática e transparente.

Reafirmamos que não aceitaremos, em hipótese alguma, uma reforma feita na calada da noite, com o intuito de mexer nos direitos adquiridos.A Previdência Social é um patrimônio do trabalhador e do cidadão brasileiro.

Qualquer alteração tem como princípio que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para ter uma vida digna. Vamos resistir a mais este ataque a direitos e conquistas que, a duras penas, foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira.

 Acreditamos que o atual presidente, Michel Temer, seguirá os caminhos acordados com os trabalhadores e com as Centrais Sindicais nas reuniões realizadas recentemente, de manutenção de direitos e de articulação pelo crescimento do País e pela geração de empregos.Não podemos deixar de destacar que valorizar as aposentadorias é uma forma sensata e justa de distribuição de renda.

Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força)Presidente da Força Sindical
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Fonte: G1