Petroleiros e servidores públicos se manifestaram nesta terça-feira (9) na Câmara dos Deputados contra o projeto que retira da Petrobras a exclusividade na exploração do pretróleo da camada pré-sal. Os manifestantes também aproveitaram o ato para protestar contra o projeto de renegociação das dívidas estaduais e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui um teto para os gastos públicos.
No início da tarde, parte dos petroleiros que participavam do protesto invadiram o plenário da Câmara e interromperam a sessão que iria analisar a PEC do Teto de Gastos para protestar contra a detenção de dois integrantes do grupo pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Legislativa da Câmara, os dois homens foram detidos por estarem incitando a invasão da Casa.Petroleiros ocuparam o plenário da Câmara em protesto à detenção de dois colegas (Foto: Alexandro Martello / G1)
Por conta da invasão do plenário, a sessão foi suspensa por 30 minutos.

Os manifestantes se retiraram do plenário somente quando seus colegas foram liberados.
Mais tarde, já do lado de fora do plenário, os petroleiros se juntaram a um grupo de servidores públicos para entoar gritos de ordem no Salão Verde.

Em meio à manifestação, eles impediram o ingresso de alguns parlamentares pela entrada principal do plenário.
Os manifestantes gritaram “Fora Temer!”, cantaram o Hino Nacional e pediram que as galerias do plenário da Câmara fossem abertas para que pudessem acompanhar a votação do projeto de lei que renegocia as dívidas dos estados.

Apesar das reivindicações, a direção da Casa não atendeu aos pedidos.
Integrante do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro), o sindicalista Felipe Pinheiro afirmou ao G1 que a proposta que institui um teto para gastos públicos e a que renegocia as dívidas dos estados são ruins para os servidores, pois, na avaliação dos petroleiros, engessam seus salários.

MinistroNa manhã desta terça-feira, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, defendeu na Câmara a aprovação do projeto que tira a exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal. Coelho Filho negou que a medida retire direitos da estatal no setor.

Para o titular de Minas e Energia, a mudança vai garantir investimentos e a criação de empregos no país.
Nesta segunda-feira (8), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o governo federal chegou a um acordo sobre as contrapartidas que serão exigidas dos estados dentro do projeto que trata da renegociação de suas dívidas com a União.

Entretanto, o projeto do relator Espiridião Amin (PP-SC), ainda está sendo debatido na Câmara dos Deputados.
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Fonte: G1