Preço da banda larga fixa cai 71% em seis anos, diz Anatel (Foto: Alexandre Bastos/G1)
O preço médio da banda larga fixa caiu 71% em seis anos, apontou a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) em seu relatório anual divulgado nesta segunda-feira (20).
A agência usa como base de comparação o cálculo do preço médio mensal pago por 1 Megabit por segundo (Mbps) por serviços de comunicação multimídia (SCM). Para chegar aos valores, usa como indicadores o número de usuários por faixa de velocidade, taxa média de transferência de dados e a receita das prestadoras.

Com isso, o valor médio pago pelos consumidores ficou em R$ 5,98 em 2015 –era de R$ 21,18 em 2010. Como a internet fixa era ofertada por R$ 7,08 em 2014, a queda de um ano para o outro foi de 15,5%.

No ano passado, apenas Telefonica (R$ 10,27) e Oi (R$ 9,36) estava acima da média do mercado. Estavam abaixo Sercomtel (R$ 5,29), GVT (R$ 2,73), Claro/NET (R$ 2,26) e TIM (R$ 2,04).

Entre 2010 e 2015, apenas Telefonica e Claro reduziram seus preços acima da média registrada no segmento. Os preços da primeira, de R$ 41,55, caíram 77,4%, enquanto os da segunda, de R$ 8,24, ficaram 72,57% menores.

Oi, Sercomtel e GVT registraram quedas inferiores, de 70,2%, 68,6% e 42,7%, respectivamente. A TIM só começou a oferecer o serviço em 2014.

Segundo a agência, o número de prestadoras de banda larga fixa cresceu 137% entre 2010 e 2015. Com isso, o ano passado fechou com 5.

555 companhias ofertando serviços de internet fixa. A ampliação da competição ocorreu devido à simplificação do regulamento de SCM, de 2013, que reduziu o valor da autorização de R$ 400 para R$ 9 mil.

Essas empresas ampliaram a participação das pequenas em número de assinantes. Se, em 2014, respondiam por 10,16% dos acessos, em 2015, passaram a atender 12,73% dos assinantes.

O ano passado, no entanto, registrou uma concentração em torno da Telefonica, que incorporou a GVT, e passou a atender 28,63% dos usuários de banda larga fixa no Brasil.Isso fez a empresa passar a Oi, responsável por 25% da oferta, e assumir a segunda posição, atrás da Claro/NET/Embratel, que detém 31,84% do mercado.

O SCM é, assim como a telefonia móvel, um serviço privado e, por isso, não é regulado pela agência.
O relatório da agência traz apenas o valor cobrado pelos minutos falados no celular.

Entre o primeiro trimestre de 2012 e o terceiro de 2015, a queda foi de 26,3%, de R$ 0,19 para R$ 0,14.
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Fonte: G1