Big Mac (Foto: Divulgação)
A queda do dólar em relação ao real nos últimos meses fez o Brasil voltar a ter um dos Big Macs mais caros do mundo. Segundo a revista britânica “The Economist”, o lanche custa, no Brasil, R$ 15,50, o equivalente a US$ 4,78 – o quinto mais caro do mundo.
Em janeiro deste ano, o Brasil aparecia com o 17º Big Mac mais caro do mundo, a US$ 3,35.

O sanduíche da rede McDonald’s é usado como um índice pela “The Economist” desde 1986, para mostrar o comportamento das moedas frente ao dólar e o poder de compra nos 48 países pesquisados.
No topo do ranking estão a Suíça (US$ 6,59), Noruega (US$ 5,51) e Suécia (US$ 5,23).

Na outra ponta, a Ucrânia e a Malásia têm os Big Macs mais baratos do mundo, ao custo de US$ 1,57 e de US$ 1,59, respectivamente.Desvalorização do realO preço do Big Mac no Brasil segue mais alto do que em países como Japão, Chile, México e Argentina.

O sanduíche vendido a US$ 4,78 no Brasil representa uma subvalorização de 5,1% do real frente ao dólar, considerando que um Big Mac nos Estados Unidos sai por US$ 5,04. Em janeiro, essa desvalorização era de 32%
O índice aponta que a maioria das moedas está significativamente desvalorizada frente ao dólar, refletindo diretamente o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos.

No Brasil, o dólar acumulou este ano, até a última quarta-feira (20), uma desvalorização de 17,72% frente ao real.
Segundo o índice, o franco suíço e a coroa dinamarquesa continuam supervalorizados em comparação ao dólar.

Como é o cálculoA “Economist”, uma das mais respeitadas publicações de economia e negócios do mundo, diz que o objetivo do índice Big Mac não é ser preciso, mas tornar mais fácil entender as taxas de câmbio.
Por estar presente em mais de 120 países, o Big Mac, produto-símbolo da proliferação da cultura do fast food é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode comprar.

Assim, a taxa de câmbio é calculada a partir do preço do sanduíche em cada país.
Para mostrar a variação das moedas frente ao dólar, ela leva em conta a paridade do poder de compra (ou seja, o que se pode comprar com o dinheiro de um país).

A diferença é que o índice Big Mac só calcula o valor necessário para comprar o lanche, enquanto cálculos tradicionais consideram vários produtos de consumo, como os da cesta básica.
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Fonte: G1