Rio Atibaia está com vazão 20% menor que o esperado para a época da estiagem (Foto: Reprodução/EPTV)
A vazão de referência da bacia do Rio Atibaia, marcada em Valinhos (SP), está 20% abaixo da média prevista para a época, segundo dados do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Este foi o menor índice registrado durante a estiagem deste ano.
Em Americana (SP), o nível do Rio Piracicaba baixou, principalmente, em julho.

Para evitar a falta de água nas casas, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) construiu um barramento com pedras. O objetivo é aumentar o nível do rio no ponto para garantir a captação na estação de tratamento.

Em 2014, o DAE realizou a mesma obra, quando a vazão do rio foi registrada como a menor nos últimos 150 anos.
Segundo o diretor geral do DAE de Americana (SP), Leandro Zanini, com o barramento, o nível do rio subiu para 7,40 metros.

Sem a obra, o número estaria, no máximo, em 6 metros, limite considerado crítico para a captação.
“Quando a lâmina de água do rio baixa de forma muito rápida, alguns estágios de bombeamento ficam de fora e, com isso, a vazão total para a estação de tratamento diminui.

A obra vem para manter e regularizar uma altura mínima de forma que a vazão seja contida”, explica.PerigoO diretor executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, afirma que, apesar da esperança, os riscos da falta d´água são grandes, já que o Sistema Cantareira está enviando 0,4 m³/s, quando o mínimo deveria ser de 3 m³/s.

Essas chuvas que aconteceram em maio foram maravilhosas, mas causaram a falsa impressão de que a crise acabou”
Francisco Lahoz
“Já solicitamos até 7 m³ até o mês de novembro, mas o 0,4 m³ permanece. Se não existisse água no Cantareira, eu diria que deveríamos restringir, mas estamos próximos de 50% e no pico da estiagem.

Essas chuvas que aconteceram em maio foram maravilhosas,  mas causaram a falsa impressão de que a crise acabou, mas não. Tivemos apenas um fôlego.

Se não contarmos com as vazões do cantareira, entraremos em crise”, diz.
A Sabesp afirma que segue as determinações dos órgãos reguladores das vazões no Sistema Cantareira.

.

Fonte: G1