O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se reuniu nesta quarta-feira (20) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para fazer um apelo pela votação do projeto de lei que autoriza um rombo de R$ 96,65 bilhões nas contas públicas em 2016. Sem a aprovação da proposta, o governo terá que fazer forte economia de gastos e, por isso, tem pressa para aprovar a revisão da meta fiscal.
O G1 apurou que, na reunião, Renan  Calheiros explicou a Barbosa que dificilmente a meta será aprovada enquanto estiver em curso o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Isto porque o funcionamento da Comissão Mista de Orçamento, que precisa aprovar a proposta, ou eventual votação do projeto diretamente no plenário do Congresso, depende da vontade dos líderes partidários, tanto da Câmara quanto do Senado. 
Nesta terça (19), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que o Congresso viverá uma “paralisia” enquanto durar o processo de impeachment.

Em entrevista à imprensa, Renan destacou que esse posicionamento de Cunha também dificulta a votação do projeto de revisão da meta fiscal.
“Qualquer procedimento [para levar o projeto diretamente ao plenário] vai depender da urgência urgentíssima.

E o presidente da Câmara já disse que vai vincular o funcionamento da Câmara, até na participação da sessão do Congresso, ao andamento estar normalizado aqui do processo de impeachment”, disse o presidente do Senado, sem dar outros detalhes sobre a conversa com Nelson Barbosa.
Após a reunião com Renan, o ministro da Fazenda afirmou que, sem a aprovação da revisão da meta fiscal, o governo terá que fazer duro contingenciamento de gastos.

“Diante da mudança na arrecadação, tudo indica que é preciso fazer novo contingenciamento. E um novo contingenciamento pode ter efeito negativo.

Então, há necessidade de urgência para apreciar o PLN de mudança de meta”, afirmou.
“[Vim]Transmitir a importância desse tema para manter os serviços essenciais à população, os programas em andamento.

E a partir dessa mudança, o governo pode aumentar alguns investimentos, principalmente na infraestrutura, transporte, que pode auxiliar na retomada do crescimento”, completou o ministro.
Perguntado sobre qual foi o posicionamento de Renan diante do apelo, Nelson Barbosa afirmou que não falaria em nome do presidente do Senado.

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Fonte: G1