A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a sua expectativa de vendas do comércio brasileiro em 2016 para um recuo de 4,8%, após o setor acumular queda de 7% no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano anterio.
Se confirmada a previsão, este será o pior desempenho do setor desde 2001, início da Pesquisa Mensal do Comércio, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou a entidade. A expectativa anterior da CNC era de retração de 4,6%.

“Apesar da perda de força da inflação e seus impactos favoráveis sobre o volume de vendas, o contínuo encarecimento do crédito e a confiança abalada de consumidores e empresários levaram a CNC a reforçar a expectativa de que 2016 será o pior ano do setor varejista desde o início da PMC”, afirmou o economista da CNC Fabio Bentes, em nota.
No varejo ampliado, que inclui ainda os setores automotivo e de materiais de construção, a confederação manteve a previsão de queda no faturamento de 8,8% ao final do ano.

A retração no primeiro trimestre chegou a 9,4%, registrando, “o pior comportamento das vendas desde 2004”, quando o IBGE iniciou a medição deste segmento.Pior março desde 2003As vendas do comércio varejista brasileiro registraram queda de 0,9% em março na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE divulgou nesta quarta-feira (11).

Essa é a maior baixa para março desde 2003, quando o varejo teve retração de 2,4%.
O IBGE atribui o recuo aos “fatores inibidores de consumo: elevação da inflação, restrição do crédito e perda da renda real.

Em março, frente ao mesmo mês do ano passado, as vendas caíram 5,7%.
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Fonte: G1