CEO Matthias Mueller anuncia os resultados de 2015 (Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch)
O Grupo Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (28) um prejuízo de € 1,3 bilhão em 2015, em decorrência do escândalo de fraude em motores a diesel, que causou impacto negativo de € 16,2 bilhões (cerca de R$ 65 bilhões) no balanço da empresa. Em 2014, o conglomerado havia lucrado € 11 bilhões.
Não fosse o valor separado para cobrir custos do dispositivo que enganava testes de emissões de poluentes, o grupo teria outro ano lucrativo, com aumento de 5,4% na receita, mesmo com queda de 2% no número de veículos vendidos.

Do impacto negativo de € 16,2 bilhões do “dieselgate”, a Volkswagen relatou que € 7,8 bilhões são para recomprar e reparar os veículos fora das legislações ambientais. Outros € 7 bilhões vão para cobrir custos com multas e processos legais no mundo inteiro.

O presidente Matthias Mueller, que assumiu logo após o “estouro” do escândalo, disse que os consertos dos veículos a diesel “serão a tarefa mais importante até que o último seja reparado”.
Mueller também se desculpou mais uma vez com os consumidores.

“Nós desapontamos muitas pessoas que confiavam na Volkswagen”, disse.Volkswagen ainda poderá sofrer com queda nas vendas (Foto: AP Photo/Michael Sohn)
Para apagar essa imagem, o grupo voltará seus investimentos em carros “verdes”, híbridos ou elétricos, com 20 novos modelos até 2020.

Uma nova plataforma para carros elétricos está em desenvolvimento, mas os primeiros modelos chegarão apenas no final da década. “Nosso plano é fazer dos carros elétricos um novo estandarte da Volkswagen”, comentou Mueller.

O presidente também afirmou que acabou a era em que a indústria automotiva conseguia sobreviver separada de todo o resto, abrindo as portas para novas parcerias, principalmente em digitalização e mobilidade. No entanto, ele afirmou que não está negociando nem com o Google, nem com a Apple.

No BrasilCom queda de 36,3% em relação a 2014, as vendas de automóveis no mercado brasileiro afetaram o resultado geral da Volkswagen. Apenas a Rússia chegou perto da retração brasileira, registrando 35% menos unidades entregues no ano passado.

 
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Fonte: G1