Agentes socieducativos colaram cartazes na instituição como forma de mobilização. (Foto: Reprodução/TV Integração)Agentes socioeducativos, servidores administrativos e técnicos dos Sistemas Socioeducativo e Prisional entraram, na quarta-feira (11), em greve por tempo indeterminado em várias regiões de Minas Gerais. Em Divinópolis, no Centro-Oeste, funcionários fizeram uma mobilização com cartazes no Centro Socieducativo, no Bairro Floramar, nesta quinta-feira (12).

Os agentes socioeducativos colaram cartazes na instituição, com dizeres de “Fora Fucam”. Segundo eles, a reivindicação tem o propósito de manifestar contra a proposta do Governo do Estado em dar a gestão do Sistema Socieducativo à Fundação Caio Martins (Fucam) e à Secretaria de Desenvolvimento Social.

Atualmente, o sistema é administrado pela Secretaria de Estado de Defesa Social.
Os agentes socieducativos também informaram que com a mudança, o orçamento direcionado ao sistema seria reduzido, o que implicaria na extinçaõ de algumas carreiras, como a dos agentes.

Na cidade, por causa da greve, aulas e algumas atividades realizadas no centro foram suspensas. As visitas também foram reduzidas.

De acordo com os agentes, dos 75 profissionais, 70% paralisaram o trabalho.  Greve ocorre em várias regiões de Minas Gerais(Foto: Márcia Aurélia/Arquivo Pessoal)Greve dos agentes socioeducativos no interior de MG
O diretor do Sindpublicos e da Federação dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (FESEMPRE), José Lino dos Santos, informou ao G1 que a greve foi deflagrada nas 142 unidades do sistema prisional e nas 30 unidades do sistema socioeducativo de todo o Estado.

Segundo ele, a classe decidiu parar as atividades depois que o governo de Minas mandou um projeto de reforma para a Assembleia Legislativa propondo a divisão da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) em duas: Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) e Secretaria de Administração Prisional (Seap).
“O governo pretende pegar as carreiras administrativas e transferir para outra secretaria.

Com essa reformulação, nós que somos servidores da segurança pública, seríamos realocados na Fundação Caio Martins. Isso nos prejudicará, pois se antes estávamos incluídos em um orçamento de R$ 250 milhões, agora passaremos para uma pasta que conta com R$ 2 milhões apenas”, explicou.

Ao G1, a Seds informou que a assessoria de imprensa do Governo de Minas é quem iria se pronunciar sobre o caso.  
Os servidores também reivindicam auxílio-refeição, redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, vinculação do Sistema Socioeducativo com a área da segurança pública, correção do adicional por local de trabalho e nomeação dos candidatos excedentes do concurso público de 2013 para os cargos de analistas, assistentes e médicos de defesa social.

A classe marcou uma assembleia para as 14h do próximo sábado (14), na sede do Sindpublico, em Belo Horizonte. O objetivo da reunião é avaliar os dias de paralisação.

EstadoO G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Governo de Minas Gerais, que disse que em relação às mudanças propostas no sistema socioeducativo e vinculação do sistema socioeducativo à estrutura da Fundação Caio Martins (Fucam), o atendimento aos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas ganhará mais caráter educativo, pois a instituição estará mais adequada à proteção da adolescência e à efetivação das normativas do Estatuto da Criança e do Adolescente ECA).
Em nota, o Governo de Minas Gerais informou que vai criar um grupo intersetorial e intergovernamental, coordenado pela Fucam e pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), para a construção de uma nova proposta voltada ao atendimento no sistema socioeducativo.

Caberá a este colegiado apresentar a proposta para atender, promover, defender e garantir os direitos do adolescente.
Sobre as outras reivindicações da classe, o Governo do Estado disse que está em diálogo junto às entidades que representam todos os servidores públicos estaduais.

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