Eduardo Cunha recebeu título de Luciana Gurgel; Moisés Souza foi o autor  (Foto: Jaciguara Cruz/Decom/Alap)
A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) aprovou nesta quinta-feira (5) a revogação do título de cidadão amapaense ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do mandato e da presidência da Câmara dos Deputados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido de revogação tramita na Assembleia Legislativa desde outubro de 2015, mas foi colocado em pauta na sessão em caráter de urgência somente nesta quinta-feira motivado pelo afastamento dado pelo STF.
A revogação foi apresentada por requerimento do deputado Paulo Lemos (PSOL), que argumentou a anulação do decreto legislativo a partir das investigações da Procuradoria Geral da República contra o parlamentar.

“Pedimos a revogação por tudo o que vem acontecendo. Ele é réu em ações e indiciado em outras, além disso a postura dele como presidente da Câmara é totalmente desfavorável à democracia.

A partir da agora, Cunha não é mais considerado cidadão amapaense”, comentou o pessolista.
Cunha ganhou a honraria de cidadão amapaense em maio de 2015 durante a visita da comitiva de deputados federais ao estado através do projeto “Câmara Itinerante”.

O decreto foi entregue pela deputada Luciana Gurgel (PMB), esposa do deputado federal Vinícius Gurgel (PR), aliado de Cunha enquanto permaneceu no Conselho de Ética. Ele renunciou ao posto após se envolver na polêmica sobre o suposto uso de assinatura falsa para favorecer o presidente da Câmara no processo de cassação que responde.

A autoria do título, no entanto, é do ex-presidente da Assembleia do Amapá, Moisés Souza (PSC), também afastado e em seguida destituído do comando da Casa por supostas irregularidades.
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